Produção industrial fica estável em junho
Redação 1Bilhão Educação Financeira
Produção industrial fica estável em junho

A produção industrial brasileira apresentou variação nula em junho em relação a maio, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira.

O resultado veio aquém do esperado. Analistas ouvidos pela Reuters projetavam alta de 1,7% no mês e 11,8% no ano.

Entre fevereiro e abril, a indústria teve queda de 4,7%. Em maio, voltou a subir e interrompeu os três meses consecutivos de queda.

O gerente da pesquisa, André Macedo, destaca que a indústria igualava, já em maio, o patamar de antes da pandemia, embora não revertesse as perdas anteriores. Ele explica que o menor dinamismo do setor está ligado aos efeitos da pandemia de Covid-19 no processo de produção e na economia.

"Há uma série de adversidades por conta da necessidade das medidas de restrição, como a redução do ritmo produtivo, a dificuldade de obtenção de matérias-primas e o aumento dos custos de produção."

Ele continua:

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"Pelo lado da demanda, ou seja, observando a economia como um todo, há também uma taxa de desocupação alta, o que traz uma consequência para a massa de salários. São fatores que não são recentes, mas ajudam a explicar esse comportamento da produção industrial", diz.

Segmentos ainda enfrentam gargalos

A alta de custos em alguns segmentos que ainda sofrem com a escassez de peças e componentes tem dificultado a recuperação da indústria.

Problemas no fornecimento de matérias-primas e componentes já tem forçado fabricantes a adaptar a produção, rever lançamentos e reajustar preços.

Perspectivas

Considerando que o gargalo no fornecimento de semicondutores é um problema que atinge indústrias globalmente (telecomunicação, computação, eletroeletrônicos e smartphones), especialistas ponderam que há o risco de a indústria brasileira não ter o problema da escassez plenamente solucionado nos próximos meses.

Mesmo assim, empresários do setor mantêm o otimismo para os próximos meses. O Índice de Confiança da Indústria (ICI) do FGV IBRE subiu 0,8 ponto em julho para 108,4 pontos. É o maior valor desde janeiro (111,3 pontos).

Claudia Perdigão, economista do FGV IBRE, diz que a confiança da indústria avança pelo terceiro mês seguido, mas pondera que há uma desaceleração do otimismo das empresas.

“As empresas ainda enfrentam um cenário de escassez de insumo possibilidade de racionamento energético e alta incerteza econômica que tendem a limitar uma alta mais expressiva da confiança nos próximos meses”, comenta a economista.

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