Guedes e Bolsonaro
Sophia Bernardes
Guedes e Bolsonaro

O fundo eleitoral de R$ 5,7 bilhões assustou o ministro da Economia, Paulo Guedes. Mesmo com a possível redução para R$ 4 bilhões, proposta pelo presidente Jair Bolsonaro, Guedes continua insatisfeito, mas considera que a atribuição é do Congresso, que tem "a faca e o queijo na mão" sobre o Orçamento da União. 

Segundo a revista Veja, a declaração teria sido feita a interlocutores da pasta, que defendente a manutenção do fundão bilionário. A equipe econômica vê como ativo fundamental a manutenção do apoio político ao presidente Bolsonaro.

Técnicos no Ministério da Economia, ouvidos pela jornalista Ana Flor, do G1, avaliam que o orçamento da Saúde pode estar comprometido caso o fundo eleitoral seja mantido na cada dos bilhões. Isso porque a verba virá das emendas RP06, que destinam historicamente 50% dos recursos ao sistema de saúde dos municípios.

Num primeiro momento, Bolsonaro indicou que vetaria a verba eleitoral, mas depois reiterou e disse que "vetaria o excesso". “Deixar claro uma coisa: vai ser vetado o excesso do que a lei garante. A lei prevê quase 4 bilhões. O extra de 2 bilhões vai ser vetado. Se eu vetar o que está na lei, eu estou em curso de crime de responsabilidade”, disse o presidente.

Ontem, o presidente da Câmara, Arthur Lira, disse que o fundo deve ser de R$ 4,3 bilhões no ano que vem. 


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