Anúncio provocou queda em ações de empresas multinacionais
Rafael Matsunaga /Flickr/ Creative Communs
Anúncio provocou queda em ações de empresas multinacionais

A maior parte dos países que negociam a criação de um imposto global de 15% sobre as multinacionais apoiou a proposta nesta quinta-feira (01), após dois dias de negociações. Segundo comunicado da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgado há pouco, 130 das 139 nações e jurisdições envolvidas nas conversas deram seu aval. Esses 130 países representam 90% do PIB mundial .

A taxa será aplicada a grandes empresas com operações em vários países, independentemente de onde estão instaladas suas sedes. Isso inclui as chamadas 'big techs' como Google, Facebook, Apple e Amazon.

A implementação será detalhada em um plano conjunto que deve ser concluído em outubro. De acordo com a OCDE, a nova taxa vai elevar a arrecadação com impostos em US$ 150 bilhões.

A proposta havia sido previamente aprovada na reunião do G-7  no início do mês e deve ser endossada em encontro de ministros de Finanças do G-20 na próxima semana.

"Depois de anos de trabalho e negociações intensas, este pacote histórico de medidas garantirá que as grandes empresas multinacionais paguem sua parte justa de impostos em todo o mundo", declarou o secretário-geral da OCDE, Mathias Cormann, em um comunicado.

Um pequeno grupo de países, entre eles Irlanda e Hungria, muito relutantes em relação à proposta de acordo que estava sendo negociada, não assinou a declaração, segundo a lista fornecida pela organização.

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A secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, celebrou um "dia histórico para a diplomacia econômica", enquanto seu colega alemão, Olaf Scholz, saudou "um passo colossal em direção a uma justiça tributária maior".

Para o ministro da Economia da França, Bruno Le Maire, é "o mais importante acordo tributário internacional alcançado no último século".

"Este plano de dois pilares será de grande ajuda para os países que precisam mobilizar as receitas fiscais necessárias para restaurar suas finanças e orçamentos públicos, ao mesmo tempo que investem em serviços públicos essenciais, infraestruturas e nas medidas necessárias para uma recuperação robusta e sustentável após a crise" do coronavírus, acrescentou a OCDE em seu comunicado.

Após o anúncio do acordo, o desempenho de ações das empresas de tecnologia na Bolsa era misto.

Por volta de 14h15, no horário de Brasília, as ações da Amazon, negociadas em Nasdaq, cediam 0,68%. Quem também registrava perdas era a Apple, com baixa de 0,58%.

Os papéis do Facebook subiam 0,51% e os da Alphabet, empresa que controla o Google, 0,25%.

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