Uber é condenada a pagar R$ 8 mil de indenização a motorista negro acusado de racismo
Luciano Rocha
Uber é condenada a pagar R$ 8 mil de indenização a motorista negro acusado de racismo

Um motorista negro da Uber receberá uma indenização por ter sido acusado de racismo ao não levar uma passageira. Na decisão, a juíza da 9ª Vara Cível de Belo Horizonte (MG) alegou que a empresa não deu a possibilidade de ampla defesa ao autor, promovendo o desligamento dele. 

A recusa da corrida se deu, segundo alegação do motorista, após a espera de sete minutos da passageira, quando o motorista decidiu cancelar a viagem. Pouco tempo depois, ele foi notificado de que não poderia dar continuidade ao trabalho, sob justificativa de racismo . Ele também disse que não teve contato visual com a passageira que o acusou. 

O homem acionou a Justiça. A juíza  Moema Miranda Gonçalves considerou  a reativação do cadastro do motorista, já que a Uber teve uma decisão "arbitrária". "Por mais grave que seja a suspeita sobre a prática de racismo, a ré não poderia agir da forma arbitrária como de fato agiu, competindo-lhe buscar saber junto ao motorista parceiro esclarecimentos sobre o ocorrido", ressaltou a juíza na decisão. 

Além disso, a magistrada, que levou em consideração as avaliações do condutor no aplicativo, condenou a Uber a pagar indenização pela interrupção da atividade de trabalho do motorista e fixou uma compensação por danos morais de R$ 8 mil. 


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