Resultados do setor automobilístico em maio
Anfavea
Resultados do setor automobilístico em maio

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA) divulgou nesta terça-feira (8) os resultados da indústria automobilística em maio . A produção do setor cresceu 1%  na comparação com o mês anterior. 

Foram produzidos 192,8 mil veículos em maio deste ano. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o crescimento é de 347,6%. 

Desde janeiro, o nível de produção fica entre 190 mil e 200 mil, o que revela uma espécie de “teto técnico” provocado não pela falta de demanda, mas pela crise global de fornecimento de semicondutores.

“Esse problema, que deve se alongar até os primeiros meses de 2022, é o responsável pelas paralisações temporárias de parte de nossas fábricas, algumas por períodos curtos, outros mais longos”, explica o Presidente Luiz Carlos Moraes, ressaltando que essa questão atinge vários setores industriais, mas o automotivo em especial, já que um único veículo pode ter até 600 semicondutores em seus sistemas eletrônicos de motorização, câmbio, segurança, conforto, entretenimento etc.

O crescimento de maio é acalentador para o setor, já que a falta de insumos preocupa o funcionamento das fábricas em junho. A Volkswagen, por exemplo, suspendeu por dez dias, a contar a partir de ontem (7), as atividades nas fábricas de Taubaté, no interior de São Paulo, e São José dos Pinhais, no Paraná por falta de componentes eletrônicos.

"Até hoje, as nossas unidades no País não foram afetadas em maior escala. Entretanto, com o agravamento do cenário e com base na situação atual, presumimos que o fornecimento de semicondutores continuará a ser limitado ao longo das próximas semanas. Por essa razão, as fábricas da Volkswagen em São José dos Pinhais, no Paraná, e em Taubaté, em São Paulo, suspenderão as suas operações por 10 dias, a partir de 7 de junho", afirmou a fabricante em comunicado.

A General Motors (GM) também comunicou a seus trabalhadores a parada por seis semanas da fábrica de São Caetano do Sul, no ABC paulista.

Enquanto a produção patina, o licenciamento de 188,7 mil unidades em maio
representou alta de 7,7% sobre o mês anterior, com destaque para os 11,5 mil
caminhões, melhor resultado do segmento desde dezembro de 2014. Elevação maior ainda tiveram as exportações: 37 mil veículos foram embarcados, 9,1% a mais que em abril. No acumulado dos cinco primeiros meses, os licenciamentos de autoveículos chegaram a 891,7 mil, e as exportações a 166,6 mil.

“O setor automotivo e outras indústrias dependem cada vez mais desses insumos para dar um passo além em termos tecnológicos, atraindo para o país investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento, e na esteira disso gerando conhecimento técnico, acadêmico e empregos de altíssima qualidade. Já estamos atrasados, o que exige urgência e grande visão de futuro por parte dos nossos dirigentes”, conclui Moraes.




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