Linotipia
Fábio Martins / divulgação
Linotipia

O governo federal gasta cerca de R$ 8,3 bilhões com servidores ocupantes de cargos extintos ou em extinção . No total, são mais de 69 mil funcionários públicos que exercem funções como datilografia e linotipia (operadores de antigas máquinas gráficas que não existem mais). Eles representam 12% do total de empregados públicos.

Com esse montante, seria possível pagar 33,2 milhões de benefícios do auxílio emergencial, tendo como média o valor de R$ 250. 

A lista é extensa, e os salários ultrapassam R$ 6.500

  • ascensoristas;
  • açougueiros;
  • chaveiros;
  • operadores de caldeira;
  • padeiros, pedreiros;
  • editores de videoteipe;
  • vigias, contínuos;
  • barbeiros, contrarregras; vidraceiros;
  • ascensoristas;
  • lavadeiros.

O ministério da Economia já planeja a redução de custos com pessoal, e pode cortar desses servidores, apesar de não ter esclarecido se eles ainda atuam na área ou foram remanejados. 

Salários:

  • Datilografo: R$ 6.566,18
  • Ascensorista: R$ 4.928,09
  • Motorista: R$ 6.566,18
  • Açougueiro: R$ 3.904,96
  • Chaveiro: R$ 3.143,44

Segundo o UOL, dados do Ministério da Economia mostram que existem mais de 2.000 cargos e 117 carreiras no serviço público. A reforma administrativa tramitando no Congresso pode reduzir esse número, porém a definição da quantidade depende de novas PECs (Projeto de Emenda Constitucional). 

"Nós queremos avaliação pela qualidade do serviço público, carreiras meritocráticas e planos de vida. Os jovens no serviço público pensando em melhorar, receber aumentos meritocráticos, conquistar estabilidade por bons serviços. No Brasil, mais de 90% dos servidores têm estabilidade. Lá fora é o contrário, menos de 5% tem estabilidade no emprego. Nós não queremos tanto, nós só queremos que haja avaliações para o ganho da estabilidade", disse o ministro da Economia, Paulo Guedes.

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