Entregadores de apps como Rappi, iFood, Uber Eats e Loggi reivindicam taxas de entrega mais justas
Reprodução/Twitter/@jairomalta
Entregadores de apps como Rappi, iFood, Uber Eats e Loggi reivindicam taxas de entrega mais justas


Mais de 3000 entregadores de aplicativos como Rappi, Uber Eats, Loggi e iFood se reuniram nesta sexta-feira (16) em uma manifestação contra as taxas de comercialização cobradas pelas empresas e pediram vacinação para os trabalhadores das ruas. A concentração foi às 13h, em frente ao estádio do Pacaembu, na zona oeste da cidade de São Paulo.

O protesto foi organizado em grupos de whatsapp e exige uma taxa mínima por pedido (a sugestão é de R$ 10 até 5 km), R$ 2 por quilômetro adicional, transparência nos cálculos, fim dos chamados bloqueios indevidos e de programas como o "Rappi Turbo", de entregas mais ágeis.

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No início do ano, a Amobitec, associação que reúne iFood, Uber Eats e Zé Delivery, enviou um requerimento ao Centro de Contingência do Coronavírus de SP que pedia a inclusão da categoria na vacinação prioritária.

Em março, a Uber enviou uma carta para o Ministério da Saúde pedindo que seus  motoristas e entregadores tenham prioridade na fila da vacina e sejam imunizados junto aos demais trabalhadores do setor de transportes.

As primeiras manifestações de motoboys aconteceram ainda no começo da pandemia, no segundo trimestre de 2020. O enclausuramento evidenciou a importância dos trabalhores de entregas e transportes, que se reuniram nos primeiros atos para chamar a atenção sobre suas condições de trabalho. 

Um estudo do Ministério Público do Trabalho e de pesquisadores trabalhistas de universidades federais, divulgado na época, mostrava que 59% dos motoristas passaram a ganhar menos com as plataformas durante a pandemia. De quase 300 motoboys ouvidos, 52% disseram que aumentaram a jornada e tiveram queda nos ganhos.

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