Projeto de lei diz que operar pirâmide financeira pode dar 8 anos de prisão
Lorena Amaro
Projeto de lei diz que operar pirâmide financeira pode dar 8 anos de prisão


Daniel Annenberg (PSDB), ex-vereador e ex-secretário municipal de Inovação e Tecnologia de São Paulo, e mais 1.897 investidores, foram  lesados pela BWA Brasil. A empresa é suspeita de aplicar o golpe da  pirâmide financeira. As informações são do Portal do Bitcoin.

Segundo o site, a BWA Brasil está em processo de recuperação judicial desde julho de 2020 e tem uma dívida de R$ 295 milhões. Um dos credores é Daniel Annenberg, tucano conhecido por ser um dos criadores do Poupatempo, lançado na gestão de Mario Covas, em 1996.

Annenberg está fora da política desde as eleições municipais de 2020, quando não foi reeleito. Ele luta na Justiça para reaver o valor investido. O ex-vereador não quis comentar o processo.


O golpe


A BWA Brasil tem sede em Santos (SP) e supostamente simulava ser uma banco de investimentos em criptomoedas e prometia rendimentos de até 5% mensais para investidores convidados. Desde novembro de 2019, no entanto, a empresa parou de pagar seus aplicadores.

Em 2020, a BWA declarou dívida de R$ 449 mil. A Justiça avaliou que o valor correto é de mais de R$ 295 milhões e determinou a apreensão judicial de bens das contas dos sócios, entre eles, as vítimas do golpe.

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Adib Abdouni, advogado da empresa, afirma que a BWA “nunca foi pirâmide financeira”, “sempre honrou com todos os seus compromissos” e foi prejudicada pela concorrência, declarou na época da correção do valor da dívida ao G1 Santos.

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