Brasil Econômico

Lojas fechadas em Santo Amaro, ZS de da cidade se São Paulo, devido à pandemia do novo coronavirus.
Cleber Souza/UOL
Lojas fechadas em Santo Amaro, ZS de da cidade se São Paulo, devido à pandemia do novo coronavirus.


O presidente da Alshop (Associação Brasileira de Lojistas de Shoppings), Nabil Sahyoun, declarou que cogita reunir os associados para novos protestos contra as  restrições de circulação impostas pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB - SP). Sahyoun diz, em entrevista à CNN Brasil nesta sexta-feira (29) pela manhã, que as novas regras vão enfraquecer o comércio e acarretar em mais desemprego. 

Com a entrada da cidade de São Paulo na  fase vermelha do distanciamento social, shoppings e outros comércios não essenciais não podem abrir durante os fins de semana. A decisão foi tomada na semana passada, quando a Secretaria de Saúde do estado declarou que São Paulo está vivendo o pior momento desde o início da pandemia

A medida desagradou Sahyoun, que a critica: “Estamos acabando com os comércios e arrasando vidas. Temos histórico de 10 meses de pandemia e não se aprendeu nada. Continuamos com a mesma regra. É 'vamos fechar, vamos fechar'. Mas qual é a análise que se faz?"

Ele acredita que a pandemia está aumentando por causa dos "pancadões" e festas clandestinas nas regiões mais pobres da capital, e não nos comércios. 

"Na segunda-feira teremos videoconferência com mais de 30 entidades. Deveremos estabelecer uma última negociação com o governo. Se não, vamos fazer protesto democrático nas ruas com trabalhadores, superintendentes e com todos que gravitam em torno do comércio", disse.

Além da Alshop, Nabil disse que outras 27 entidades ligadas à ACSP (Associação Comercial de São Paulo) e mais 250 sindicatos ligados à UGT (União Geral dos Trabalhadores) podem participar desse protesto.


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