Brasil Econômico

Em 2018, as greves de maio mobilizaram mais de 600 mil motoristas.
AFP / Miguel Schincariol
Em 2018, as greves de maio mobilizaram mais de 600 mil motoristas.


Nesta quarta-feira (27), o presidente da República Jair Bolsonaro compareceu a uma reunião na sede do Ministério da Economia. Depois de deliberar com os membros da pasta, Bolsonaro pediu que os caminhoneiros não parem na próxima segunda-feira (2), quando acontecerá uma greve geral em todo o país.

A reunião não estava na agenda nem do chefe do Poder Executivo, nem do ministro da Economia, Paulo Guedes. O tema central do encontro foi a compensação aos caminhoneiros pelo  aumento nos preços dos combustíveis.  Nas últimas semanas, o Governo Federal tentou outras barganhas com a classe para evitar as paralizações, mas sem efeito. 

O Presidente confirmou a intenção do governo de diminuir a tributação do óleo diesel, cuja  elevação do preço é uma das reivindicações dos grevistas. Bolsonaro disse estar estudando a redução do PIS/Confins, mas ressaltou que “não é uma conta fácil de ser feita”.

“Estamos buscando alternativas, mas não são fáceis. Agora, reconhecemos o valor dos caminhoneiros para a economia do Brasil. Apelamos para eles que não façam greve. Todos nós vamos perder, todos sem exceção”, disse o presidente.

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Ainda assim, Bolsonaro disse que não pode interferir na Petrobrás, apenas nas tributações do governo. A fala faz jus aos reajustes anunciados pela estatal. “Atualmente 33 centavos do litro do diesel vão para PIS/Cofins, é isso que nós buscamos diminuir”, pontuou.

Manobras econômicas. 

Segundo Bolsonaro, o preço na refinaria está “razoável”, mas o preço dos combustíveis passa por várias taxações a nível federal, estadual e municial até chegar na bomba do posto. Um desses é o ICMS, “que é o imposto que é o mais caro que tem de combustível no Brasil”, além da margem de lucro e de monopólios.

“Para cada centavo no preço do diesel, que porventura queremos diminuir no caso do PIS/Cofins, equivale a buscarmos em algum outro local R$ 800 milhões”.

Bolsonaro apoiou a primeira greve dos caminhoneiros, em 2018, quando concorria à presidência. Os manifestantes cobram as promessas de campanha do então candidato.


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