Brasil Econômico

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Reprodução YouTube/Governo de SP
Coletiva de imprensa

O governo do estado de São Paulo decidiu, nesta sexta-feira (8), que 10% do estado de São Paulo vai regredir para a fase laranja do plano São Paulo, criado para conter os impactos sociais e econômicos causados pela pandemia de Covid-19. O anúncio foi feito por meio do secretário de saúde, Jean Gorinchteyn, durante coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes.

As regiões de Marília, Presidente Prudente, Sorocaba e Registro, todas no interior de São Paulo, que estavam na fase amarela, foram reclassificadas para a fase laranja do plano, que é mais restritiva. 10% da população, portanto, ficará na fase laranja e 90% na fase amarela. A capital paulista permanece na fase amarela.

O secretário de Desenvolvimento Regional, Marcos Vinholi, disse que a ocupação de leitos foi o fator que colocou as regiões de Marília, Presidente Prudente e Sorocaba na fase laranja. Para permanecer na fase amarela, elas deveriam ter até 70% de ocupação, mas atualmente, Marília tem 75.8%, Prudente, 74.5%, e Sorocaba, 74.1%.

A fase laranja havia sido extinta do plano de classificação e foi retomada em meio a uma reestruturação dos indicadores, por conta do alto número de casos de Covid-19 no estado.

O Plano São Paulo também sofreu mudanças nos critérios para mudança de fases. Na fase laranja, houve ampliação das atividades permitidas para todos os setores. A capacidade limitada antes a 20%, foi para 40% de ocupação para todos os setores. O funcionamento máximo de estabelecimentos que era limitado a 4 horas por dia mudou para 8 horas.

A ideia, segundo o governo, é restringir a circulação de pessoas mas sem deixar totalmente de lado o setor econômico das regiões. As mudanças entram em vigor a partir da segunda-feira (11).

"Estamos atualizando a gestão do Plano São Paulo de maneira a permitir o funcionamento de todos os estabelecimentos econômicos e todas as atividades também na fase laranja. Esse é um voto de confiança a população, a quem está fazendo seu trabalho, mas que exige enorme responsabilidade", disse a secretária de Desenvolvimento Econômico, Patricia Ellen.

De acordo com o secretário Jean Gorinchteyn, a pandemia ficou mais forte e, por isso, medidas mais restritivas precisaram ser tomadas. Ele comentou sobre o número que o país chegou no número de mortes,  com mais de 200 mil óbitos. "Tivemos um incremento de 30% no número de casos na última semana epidemiológica e 34% na média móvel de óbitos." 

Além disso, culpou as pessoas pelo aumento no número de casos e de internações, principalmente por causa das festas de final de ano. "A pandemia infelizmente recrudesceu. Por culpa de poucos que não respeitaram normas sanitárias e orientações da Saúde. Pessoas que se aglomeraram, não usaram máscara, festejaram de forma irresponsável e colocaram familiares e amigos em risco. A maioria da população colabora para o controle da pandemia", afirmou o secretário estadual. 

A próxima atualização feita pelo governo estadual sobre o Plano SP será no dia 5 de fevereiro.

Mais restrição após as festas do final de ano

Nos meses de dezembro e janeiro, o estado passou três dias na fase vermelha do plano, a mais restritiva, para conter a disseminação do vírus durante o período de festas. Por decisão do governo de São Paulo, no dia 31 de dezembro, os 645 municípios voltaram à fase 1-vermelha. 

O estado de São Paulo registrou, na quarta-feira (6), a marca de 47.768 mortes e 1.515.158 casos confirmados de Covid-19. Só nacapital paulista são 15.970 óbitos. Os números foram informados pelo Ministério da Saúde.

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