Brasil Econômico

Auxílio Emergencial
O Dia
Última parcela do auxílio foi paga em dezembro de 2020

Uma agenda de reivindicações será apresentada por Centrais sindicais ao presidente do Supremo Tribunal Federal , Luiz Fux, e aos candidatos às presidências da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. As principais reivindicações são a prorrogação do auxílio emergencial de 600 reais e um plano de vacinação contra a Covid-19 .

De acordo com a União Geral dos Trabalhadores , as centrais já mandaram ofícios aos deputados que concorrem pela presidência da Câmara, Baleia Rossi (DEM-SP) e Arthur Lira (PP-AL).

Assim, as entidades solicitaram uma reunião para apresentar o que nomearam de “ Agenda Prioritária da Classe Trabalhadora para o Brasil ”. Um dos primeiros encontros com Baleia Rossi deve acontecer na semana que vem, em São Paulo. Já com Lira, as centrais mantém conversas desde o ano passado. 

A decisão está presente em documento do Fórum das Centrais Sindicais, que foi escrito após reunião com os presidentes da UGT, da Força Sindical, da CUT, da Nova Central, da Central dos Sindicatos Brasileiros e da Central dos Trabalhadores Brasileiros, na terça-feira (5).

No texto “ Vacina , proteção e mais empregos: diretrizes para a ação sindical unitária”, as centrais alegam que o fim do pagamento do auxílio emergencial e o fim da proteção dos salários e dos empregos “será dramático para milhões de trabalhadores e suas famílias, com o aumento da pobreza e da miséria”.

“A crise econômica e sanitária é agravada pelas estarrecedoras práticas do governo Bolsonaro , que destrói políticas, programas e organizações públicas em todas as áreas, inclusive na área da saúde”, diz o texto.

Outras medidas

As entidades não pedem apenas a vacinação e a manutenção do auxílio, mas também requisitam medidas voltadas à geração de empregos , o compromisso em manter as  campanhas de solidariedade, além de reforçarem a importância de recuperar a organização sindical.

Os líderes das centrais também solicitam a reversão do teto de gastos. Esse pedido é feito porque, com o fim do estado de calamidade pública em 31 de dezembro, o Brasil é novamente obrigado a respeitar essa regra fiscal.

“Nós estamos em uma guerra, temos que ter uma economia de guerra”, disse o presidente da Força Sindical , Miguel Torres, em relato cedido à CartaCapital. “Para atender os gastos de enfrentamento à pandemia, defendemos que esse teto seja quebrado. A crise vai se agravar muito, precisamos dessa capacidade política.”

A CTB divulgou uma nota conjunta com a Central Geral de Trabalhadores do Brasil , nesta quarta-feira (6), na qual chama Bolsonaro de “inimigo número 1” dos trabalhadores, pois não anunciou a prorrogação do auxílio emergencial. 

“Como ficarão os mais vulneráveis, os que labutam por conta própria e autônomos, os assalariados sem registro em carteira e as trabalhadoras domésticas?”, perguntam.

A Central Sindical e Popular – Conlutas também divulgou uma nota repudiando a não extensão do auxílio, onde afirma que esta é “uma medida cruel” e que “enorme camada da população inicia o ano sem perspectivas”. 

A expectativa no Congresso é de que seja aprovada alguma medida que amplie a transferência de renda neste período, porém não há nada definido a respeito das condições de participação e o modelo da medida.


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