Brasil Econômico

Imagem de pessoas no mercado
Ana Branco/Agência O Globo
Preço dos alimentos mais consumidos no Brasil, sobem

O ano de 2020 está chegando ao fim com o preço dos alimentos nas alturas. Segundo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), se considerada a inflação oficial do país, subiu 3,13% no mesmo período. Tudo devido à pandemia provocada pelo novo coronavírus, que desencadeou uma série de reajustes em função do desabastecimento do mercado, entre outros fatores.


Além da alimentação, outros 8 grupos de produtos e serviços também sofreram aumento como: habitação; artigos de residência; vestuário; transportes; saúde e cuidados pessoais; despesas pessoais; educação e comunicação.

Especialistas entrevistados pelo G1, informam que já iniciamos 2020 com os preços acima da média de mercado dos últimos 5 anos. “Logo na sequência, tivemos o coronavírus e ninguém sabia dos impactos da doença ainda. O consumidor foi aos supermercados e fez estoque”, afirma Gabriel Viana, da consultoria Safras&Mercado.

Preços nas alturas 

O arroz e feijão chegaram a subir 69,5% o que chegou a gerar um receio em toda a população por fazer parte da base das refeições diárias da maioria dos brasileiros. 

Com o preço do saco de 5 quilos de arroz custando R$ 15 reais no começo do ano e terminando a R$ 30 reais em alguns lugares.

Além de um consumo maior mundial durante a pandemia, o dólar valorizou mais de 25% no ano, o que impactou diretamente os preços. 

Alguns legumes e verduras também sofreram aumento já que tivemos problemas climáticos e perdas dos produtores no início da pandemia. 

A chamada “mistura” sofreu aumento de 11,4% para a proteína de frango, incluindo inclusive o ovo que teve uma alta de 9,5% mais caro. A carne suína subiu 30% e a bovina, em específico o contrafilé, teve alta de 7,8%, de acordo com o IBGE.

Previsão para 2021

Para  o analista de mercado, Marcelo Lüders, presidente do Ibrafe em entrevista para o G1,  diz que a indústria está mais preparada para a situação e, ao mesmo tempo, os consumidores viram que não há necessidade de estocar alimentos.

As carnes seguem em um futuro indefinido, o que vai depender muito do mercado externo, principalmente da China. .



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