Brasil Econômico

Rodrigo Maia
Marcelo Camargo/ABr
Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados , Rodrigo Maia  (DEM-RJ), disse, nesta segunda-feira (30), em entrevista para o site UOL, que as vaidades estão atrapalhando a aprovação das reformas no Congresso Nacional, especialmente a da reforma tributária. 

“Eu estou desde o ano passado tentando avançar, mas tivemos conflitos , vaidades , egos . A vaidade do ser humano é grande, na política é maior” [...] A vaidade é uma loucura, você não faz ideia. Ciúme de homem com homem, não seria um preconceito. Mas, é uma coisa impressionante como essa vaidade nos atrapalhou”, afirmou.

Quando questionado de quem seria essa vaidade, se do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), ou do ministro da Economia, Paulo Guedes , como possíveis nomes, Maia desconversou. 

“Davi [Alcolumbre] tem zero vaidade, se tem uma qualidade que o Davi tem é ter pouca vaidade [...] depois que eu terminar o meu mandato de presidente eu vou poder falar mais, agora eu quero aprovar as matérias, depois faço a ordem dos vaidosos do palácio, do governo federal e do parlamento brasileiros.”  

Segundo o presidente da Câmara , o relatório da Reforma Tributária será apresentado durante esta semana, pelo deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). A expectativa é votar o texto ainda este ano, já que haveria votos “com ou sem” o apoio do Palácio do Planalto .

Rodrigo Maia disse também que não negociou com a oposição a taxação de grandes fortunas como parte da reforma, mas que “ tratou da taxação de herança , aumentando a alíquota progressivamente” , uma vez que “não vê problema nisso”. 

Maia ainda voltou a pedir que o Teto de Gastos seja respeitado,e que a proposta de emenda constitucional (PEC) Emergencial seja priorizada. 

“Não deixem as coisas para o último dia do ano. Não terá prorrogação do estado de calamidade nem da PEC da Guerra , isso aí está dado [...] Não adianta forçar a mão, porque na minha presidência não haverá, em nenhuma hipótese, prorrogação do estado de calamidade se o governo mandar uma mensagem.”


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