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Arquivo/Agência O Globo
Petrobras: venda da participação na Gaspetro


Petrobras pretende iniciar negociações com a japonesa Mitsui para efetuar a venda conjunta das participações das duas empresas na Gaspetro, subsidiária da estatal que tem participações acionárias em 19 distribuidoras estaduais de gás natural.


A informação foi dada na manhã desta segunda-feira pela Diretora de Refino e Gás Natural da Petrobras, Anelise Lara, durante apresentação a executivos do mercado do Plano de Negócios da companhia para o período 2021/25, no evento virtual Petrobras Day.

A decisão da Petrobras de discutir a venda da Gaspetro com a Mitsui foi tomada após a petroleira ter se decidido na semana passada pela desqualificação da Compass, subsidiária da Cosan, do processo de venda dos 51% que detém na Gaspetro.

O problema é que há discussões no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sobre a venda da Gaspetro que levam em conta o projeto da lei do gás que foi aprovado pela Câmara e está em tramitação no Senado. A Petrobras desqualificou a Compass atendendo a uma solicitação do Cade, segundo a diretora, pois empresa não preenchia os requisitos previstos no acordo assinado ano passado entre a estatal e o conselho.

"Isso coloca um outro problema para nós também, porque temos que fazer um outro modelo de desinvestimento da nossa participação na Gaspetro. A Mitsui também pretende sair, e muito provavelmente a gente deve fazer juntos nesse processo a partir de agora", destacou a diretora.

A Petrobras tem 61% do capital da Gaspetro, e a Mitsui, 49%. Até agora as duas empresas estavam conduzindo em separado o processo de venda de suas participações.

O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco e toda a diretoria apresentaram na manhã desta segunda-feira o Plano de Negócios 2021/25 ao mercado. Castello Branco reforçou a importância de fazer com que a empresa seja resiliente a preços de petróleo muito baixos e ao quadro de incertezas futuras que ainda cercam a indústria do petróleo por conta da pandemia.

A Petrobras pretende investir US$ 55 bilhões nos próximos cinco anos, US$ 20,7 bilhões a menos do que no plano anterior para 2020/24. O presidente e os diretores reforçaram o foco da companhia na redução da dívida e na produção de petróleo no pré-sal. A meta é atingir a produção de 3,3 milhões de barris em 2025, contra a meta anterior, que era chegar a 3,5 milhões já em 2024.

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