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Lorena Amaro
Pix movimentou mais de R$ 9 bilhões em transações na primeira semana oficial

A primeira semana da operação plena do  Pix registrou 12,2 milhões de transações que somaram R$ 9,3 bilhões até o último domingo (22). Na avaliação do chefe do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central (BC), Angelo Duarte, esse primeiro período do Pix foi positivo e ocorreu sem grandes problemas.

"O Banco Central considera que essa primeira operação completa foi bastante positiva. Percebe-se que desde o primeiro dia o número de operações atingiu um patamar bastante elevado. Não houve grandes intercorrências com a entrada de milhões de usuários no sistema".

Duarte avaliou que o avanço no uso do Pix durante a semana mostrou que as pessoas estão ganhando confiança no novo meio de pagamentos. No primeiro dia, foram 1,8 milhões de operações que transacionaram R$ 1,1 bilhão. Já no final da semana, na sexta-feira, o número chegou a 2,3 milhões de transações que somaram R$ 2,1 bilhões.

"As pessoas estão ganhando mais confiança no Pix. Você usa ali a primeira vez numa transação de baixo valor, não conhece bem como funciona, mas à medida que as pessoas vão se acostumando, vão fazendo transações de maior valor através do Pix".

Esse processo de aprendizando e conhecimento melhor da nova ferramenta pelo tempo também se reflete no número de operações rejeitadas.

Na última terça-feira, o presidente do BC, Roberto Campos Neto , informou que o índice de operações rejeitadas no Pix estava em 6,5% , um pouco acima da média histórica do DOC. De acordo com Carlos Eduardo Brandt, chefe-adjunto do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro, esse índice em diminuindo com o passar do tempo.

"Existe um percentual de rejeição que vai naturalmente acontecer pelo equívoco das pessoas, principalmente naquelas situações em que as pessoas entram com os dados completos, nome da pessoa, CPF, banco, agência, conta, valor, então como são muitos dados a serem inseridos, há sempre a possibilidade, uma probabilidade maior de acontecer um erro neste processo de digitação".

Na avaliação do BC, esse processo é natural e as rejeições devem diminuir ainda mais quando as pessoas passarem a utilizar mais as chaves Pix .

"É importante que as pessoas usem as chaves. Ou seja, ao fazer o pagamento, se for possível entrar em contato com a pessoa, perguntar se ela tem chave. Quando se usa a chave o índice de rejeição é desprezível", disse Duarte.

As chaves Pix servem como uma identificação de quem irá receber a transação. Em vez de ter que inserir nome, CPF, número da agência e do banco, como é com o TED, no Pix, só é necessário utilizar uma das possibilidades de chave, o CPF ou CNPJ, um e-mail, o número de telefone ou uma chave aleatória gerada pelo BC.

Até domingo, o BC registrou 83,5 milhões de chaves, sendo 79,8 milhões de pessoas físicas e 3,7 milhões para pessoas jurídicas. Além disso, contando desde o início do cadastramento das chaves, foram 4,4 milhões de portabilidades realizadas, quando um cliente transfere a chave de uma instituição para outra instituição. Na visão do BC, essa quantidade de portabilidades é natural.

"É um movimento natural de início da operação do Pix, onde várias pessoas cadastraram suas chaves sem ainda ter certeza exatamente em qual instituição eles eventualmente gostariam de manter a chave. Ao longo da utilização, esse movimento de portabilidade foi acontecendo".

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