Brasil Econômico

Polícia Federal de colete
Agência Brasil
Juízes, funcionários da Justiça e empresários são alvo de operação da Polícia Federal


Nesta terça-feira (24), a Polícia Federal (PF) iniciou a Operação Iniquidade e cumpre 26  mandados de busca e apreensão em cinco cidades de Minas Gerais e outras duas no Espírito Santo. Os alvos são juízes, advogados, servidores públicos e empresários.


Os suspeitos são apontados como membros de um esquema no qual juízes e outros funcionários da Justiça solicitavam dinheiro para seguir de forma favorável em casos de falência de empresários em troca de valores previamente combinados.

O pontapé inicial para a investigação foram denúncias de empresários de Sete Lagoas contra juízes da Comarca que cometiam o crime . A investigação identificou indícios de crimes na tramitação de processos de falência de duas empresas. Proprietários alegaram à Polícia Federal que o juiz responsável estaria solicitando dinheiro

As apurações indicaram que dois juízes, sem relação entre si, estariam obtendo vantagens através de processos de falência. Devido às investigações, um dos suspeitos foi aposentado.

Advogados, administradores judiciais de falência, um servidor público e empresários também estariam ligados a esses juízes. 

A PF revelou que um dos juízes investigados teria ido atrás de empresários para financiá-lo em troca de créditos falimentares - valores pagos pela falência. O valor inicial era baixo, mas, depois de realizar manobras jurídicas, o valor multiplicava e o magistrado garantia uma sentença com pagamento de créditos falimentares muito maior do que o esperado, dando prejuízo às fazendas Federal, Estadual e Municipal.

Dezoito medidas cautelares foram decretadas para impedir, por exemplo, que os suspeitos façam contato entre outros integrantes da quadrilha ou que saiam da comarca em que residem. A Justiça também determinou o bloqueio de contas bancárias, onde encontram-se  R$ 65 milhões, e pelo sequestro de bens imóveis e pela indisponibilidade de veículos.

A PF está cumprido mandados em residências, empresas e escritórios de advocacia nos municípios de Belo Horizonte, Nova Lima, Sete Lagoas, Teófilo Otoni e Carlos Chagas, em Minas Gerais, e nas cidades de Vila Velha e Pinheiros, no Espírito Santo.

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