Fachada de loja da Ricardo Eletro
Reprodução
Grupo varejista comercializa eletrodomésticos

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou, nesta quarta-feira (11), o fundador da Ricardo Eletro pelo crime de sonegação de impostos. O grupo varejista do empresário está sendo investigado pela procuradoria por não pagar R$ 14 milhões em impostos no estado.

Em julho, a rede foi alvo de operação da Receita Estadual e da Polícia Civil em uma ação de combate à sonegação fiscal.

Na época, o fundador da empresa, Ricardo Nunes, foi preso em São Paulo. A filha do empresário, Laura Nunes, e o superintendente da Ricardo Eletro, Pedro Daniel, também foram alvo da operação.

Ao todo, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão nas cidades de Belo Horizonte, Contagem, Nova Lima, São Paulo e Santo André. A operação, batizada de "Direto com o Dono", tinha como alvo empresários que atuam no ramo de eletrodomésticos e eletroeletrônicos.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, além de Ricardo Nunes, outros administradores da empresa também foram denunciados por sonegação fiscal entre 2012 e 2017. Segundo a denúncia do MP, a rede de varejo cobrava dos consumidores, embutido no preço dos produtos, o valor correspondente aos impostos, mas não fazia o repasse ao Estado, apropriando-se, portanto, do lucro ilícito.

Ainda segundo as investigações, o montante sonegado pode chegar ao montante de R$ 80 milhões. O órgão ainda investiga as práticas de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

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