Brasil Econômico

Guedes
Reprodução/O Dia
Guedes afirmou, nesta quinta, que imposto está "morto"

Um dia após o ministro Paulo Guedes ter descartado a possibilidade de desonerar a folha de pagamento , como parte da proposta da reforma tributária , o secretário-executivo do Ministério da Economia, Marcelo Guaranys, afirmou, nesta sexta-feira, que o governo segue trabalhando nessa medida.

Durante debate promovido pelos jornais O Globo e Valor Econômico, Guaranys afirmou que a pandemia do novo coronavírus freou o ritmo das reformas. Entretanto, complementou que essa proposta vem sendo novamente discutida e trabalhada conforme a economia apresenta sinais de recuperação em V .

“Precisamos melhorar a rede de proteção social, por isso estamos discutindo junto da reforma fiscal , do Pacto Federativo, quanto mais recursos podemos dar para nosso programa de proteção, que é hoje Bolsa Família integrando com Renda Cidadã”, disse o secretário.

Ele ainda completou, falando sobre a desoneração da folha: “e, com a reforma tributária, (estamos) trabalhando para que a gente possa ter uma desoneração da folha e empregar cada vez mais gente. Vimos muita gente desempregada”.

No dia anterior, Guedes afirmou que o imposto digital e o projeto de desoneração estavam mortos. Uma hora antes, ele havia defendido a necessidade dessa taxa para bancar a desoneração da folha de pagamento das empresas. 

Criar um imposto sobre transações bancárias, semelhante à extinta CMPF, é um dos planos de Paulo Guedes desde a campanha presidencial de Jair Bolsonaro . Esse imposto seria uma alternativa para tentar diminuir os custos da contratação formal no Brasil.

Na quinta-feira, o ministro disse que não seria criado esse imposto: “do meu ponto de vista o imposto está morto, não tem imposto nenhum , não tem desoneração, não tem como fazer”.


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