PF faz operação contra suspeito de usar dados de Neymar para fraudar o auxílio emergencial de R$ 600
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PF faz operação contra suspeito de usar dados de Neymar para fraudar o auxílio emergencial de R$ 600

A Polícia Federal cumpriu na manhã desta terça-feira (27) uma operação de busca e apreensão em Fortaleza, na capital do Ceará, contra um suspeito de aplicar golpes para receber o  auxílio emergencial usando dados de famosos, como o craque Neymar e o ministro da Economia, Paulo Guedes.

O investigado pelas supostas fraudes no auxílio teria aberto contas na Caixa Econômica Federal com os nomes de Neymar , Guedes e ainda o empresário bolsonarista Luciano Hang, dono da Havan, para receber os R$ 600. Nenhuma das três personalidades tem qualquer tipo de envolvimento com os crimes.

Em junho, foi revelado que os dados do atacante do PSG e da seleção brasileira haviam sido usados para a abertura de uma conta na Caixa para recebimento do auxílio de R$ 600 , criado pelo governo federal para minimizar os efeitos da pandemia sobre os mais vulneráveis, como os desempregados sem direito ao seguro-desemprego e os trabalhadores informais. Para receber o auxílio, é preciso se enquadrar nos critérios de renda, que evidentemente Neymar, Paulo Guedes e Luciano Hang não fazem parte.

Na operação da PF nesta terça, foram aprendidos no endereço do suspeito documentos e mídias que serão submetidos à perícia para análise. Segundo as investigações, o homem abriu duas contas usando o  CPF de Neymar , uma delas com o objetivo de receber o auxílio.

Além dos dados de famosos, o suposto criminoso também teria aplicado golpes envolvendo diversas pessoas comuns para receber parcelas do auxílio, que teriam sido sacadas por ele, não pelos cadastrados.

"O investigado e quaisquer outros possíveis partícipes das fraudes identificadas na investigação poderão responder pelos crimes de estelionato majorado, falsificação de documento público, uso de documento falso e organização criminosa, na medida de suas responsabilidades”, informou a PF, que investiga a possibilidade de haver uma quadrilha especializada em fraudar especificamente o auxílio emergencial de R$ 600.

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