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Patricia Ellen e Henrique Meirelles, secretários de São Paulo, afastaram a ideia de criação de um auxílio emergencial estadual em SP
Reprodução YouTube/Governo de SP
Patricia Ellen e Henrique Meirelles, secretários de São Paulo, afastaram a ideia de criação de um auxílio emergencial estadual em SP

Em coletiva de imprensa de anúncio do  plano de retomada econômica do Estado de São Paulo, nesta sexta (16), o governo paulista afastou a ideia de criação de um auxílio emergencial estadual,  dizendo que a criação de empregos seria uma melhor resposta à crise.

Patricia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, afirmou que o governo já paga um auxílio de R$ 330 a desempregados, em um programa estadual de capacitação.

"Sobre o auxílio emergencial, eu gostaria de destacar o programa Meu Emprego, com frente de trabalho dentro do programa Emprego e Renda. Nós lançamos 10 mil vagas nesse modelo de frente de trabalho, onde as pessoas desempregadas têm acesso a um auxílio de R$ 330 por mês. Eles trabalham quatro dias por semana apoiando as prefeituras em todo o Estado de São Paulo e também recebendo qualificação profissional um dia por semana, para que seja um programa com começo, meio e fim – para que quando as pessoas deixem de receber esse auxílio, tenham oportunidades reais de empregabilidade ", afirmou Ellen.

O secretário da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo, Henrique Meirelles também afastou a ideia de criação de uma renda básica estadual nos moldes do auxílio emergencial. Ele elogiou o projeto federal, mas reforçou a geração de empregos acima de programas sociais.

"O impacto do auxílio emergencial é positivo para a economia de São Paulo, já que as pessoas fora do mercado de trabalho recebem o auxílio (...) Mas é muito importante mencionar que neste momento (de fim do auxílio emergencial) teremos o crescimento de São Paulo e a geração de empregos. O melhor programa social que existe é o emprego. Agora, a manutenção de um programa de renda básica, como já existe o Bolsa Família, e a expansão disso, é altamente recomendável no Brasil hoje – mesmo que em valores menores. Mas no momento em que isso terminar, certamente em São Paulo estaremos em um momento de geração de empregos", disse Meirelles, sem citar propostas de criação de auxílio emergencial estadual, e enfatizando o  plano de retomada 2021-2022 de São Paulo.

Cidade de São Paulo votará auxílio emergencial nesta semana

O projeto de lei  "Renda Básica Emergencial", do verador de São Paulo, Eduardo Suplicy (PT), será votado na semana que vem. A ideia é criar um tipo de auxílio emergencial para a cidade de São Paulo.

O Renda Básica Emergencial quer oferecer três parcelas de R$ 100 que podem ser pagas a partir deste mês de outubro a aproximadamente 1,5 milhão de cidadãos no município de São Paulo. O projeto de lei será colocado na pauta da Câmara dos vereadores na terça-feira (20) e quinta-feira (22) da próxima semana.

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