Mourão
Romério Cunha/VPR
Mourão vê com bons olhos a volta prematura ao trabalho do Congresso

O vice-presidente Hamilton Mourão disse nesta quinta-feira que acha "muito complicado" aprovar ainda neste ano alguma das reformas econômicas defendidas pelo governo, entre elas a administrativa e a tributária. A declaração foi dada no Palácio do Planalto.

"Eu acho muito complicado ser aprovado neste ano, porque temos mais um mês para as eleições municipais, estão colocando toda a atenção do Congresso nelas, porque é a base dos congressistas. Depois que terminar esse período das eleições, vai ter mais vinte e poucos dias até o recesso do Congresso", disse.

Mourão comentou que a possibilidade de retomar os trabalhos do Congresso em janeiro do ano que vem, e não em fevereiro, como é padrão, está sendo discutida e que isso "seria uma boa ideia para poder adiantar as reformas".

Questionado se a imagem do Brasil no exterior seria prejudicada, caso o novo programa assistencial que o governo quer criar para substituir o Bolsa Família ultrapasse o teto de gastos, Mourão afirmou que "depende da forma como ele for construído".

"Se ele for construído, vamos dizer assim, em comum acordo, obviamente, tem que ser com o Congresso , que representa a sociedade como um todo, eu não vejo problema nenhum", disse.

Apesar disso, Mourão também defendeu que é necessário manter a " âncora fiscal " do Brasil, que atualmente é o teto de gastos .

"Nós temos que manter a âncora fiscal. A que nós temos hoje é o teto de gastos, isso ai o ministro Paulo Guedes tem repetido à exaustão, todos aqueles do Ministério da Economia também. O resto é tudo especulação e discussão", comentou.

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