Presidente Jair Bolsonaro
Marcos Corrêa/PR - 1.9.20
Presidente confirmou que auxílio emergencial terá mais quatro parcelas de R$ 300 após reunião

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta quinta-feira (10), em Brasília, que autorizou a notificação feita pelo Ministério da Justiça aos supermercados que questionava o aumento do preço dos alimentos da cesta básica.


"André Mendonça ( ministro da Justiça ) falou comigo e perguntou: posso botar a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) para investigar? Perguntar para os supermercados porque o preço subiu? Falei, pode e ponto final. Ao chegar a resposta pode ser que o errado somos nós e o governo toma uma providência e ponto final."

O presidente ressaltou, como já fez em outras ocasiões, que não tem intenção de tabelar preços.

"Ninguém quer tabelar nada, ninguém quer interferir em nada, isso não existe. A gente sabe que uma vez interferindo, tabelando, isso desaparece da prateleira e a mercadoria aparece no mercado negro muito mais caro, já tivemos experiência disso no Brasil."

Bolsonaro citou a retirada da tarifa de importação para até 400 mil toneladas de arroz como uma das providências que o governou. Ele também disse que conversa com os ministros sobre como fazer para o "dólar não subir tanto".O dólar tá alto, facilita as exportações. Tenho conversando sempre com ministro, presidente do Banco Central, o que podemos fazer para o dólar não subiu tanto, legalmente, obedecendo as regras do mercado, tudo isso nós fazemos.

Além disso, o presidente relatou que nas conversas que teve com os representantes do setor de supermercados, ouviu que a margem de lucro seria "reduzida o máximo possível".

— Foi uma conversa muito saudável, falaram que eles não são os vilões. A margem de lucro deles vai ser reduzida o máximo possível para colaborar, porque a economia tem que pegar. O Brasil tem que dar certo.

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