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Tânia Rêgo/Agência Brasil
Alta de preços dos alimentos puxou inflação do mês de agosto, segundo o IBGE

A alta no preço dos alimentos vêm chamando a atenção de consumidores e especialistas. A inflação geral de agosto, entretanto, foi de 0,24%, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (9) pelo IBGE. Em julho, o IPCA foi de 0,36%. No ano, o indicador acumula alta de 0,70% e, em 12 meses, de 2,44%.

A alta na demanda por alimentos em domicílio, com a disponibilidade de renda das camadas mais pobres através do auxílio emergencial e força das exportações ajudam a explicar a alta do preço dos produtos, segundo especialistas.

De acordo com relatório da Sul América Investimentos, o desempenho do índice reflete também o arrefecimento dos preços administrados, como energia elétrica e gasolina . Segundo Newton Rosa, economista-chefe da casa de análise, alimentação e preços industriais seguem em alta, mas contrabalançados pelo recuo dos preços dos serviços, em virtude da queda das mensalidades escolares.

A expectativa do mercado era de alta de 0,17% no mês de agosto, e inflação acumulada de 2,37% em doze meses, mas o resultado divulgado pelo IBGE mostra um cenário de aceleração maior dos preços.

Em agosto, a inflação foi influenciada principalmente pelo aumento do custo dos transportes (0,82%) e dos alimentos (0,78%).

Entre os itens de transporte com alta de preços no mês, destacam-se a gasolina (3,22%), o óleo diesel (2,49%), o etanol (1,29%) e os serviços de transportes por aplicativo (0,37%).

Já entre os alimentos, os destaques ficaram com o tomate (12,98%), o leite longa vida (4,84%), as frutas (3,37%), as carnes (3,33%), o óleo de soja (9,48%) e o arroz (3,08%). Por outro lado, houve quedas de preços em itens como cebola (-17,18%), alho (-14,16%), batata-inglesa (-12,40%) e feijão-carioca (-5,85%), além da refeição fora de casa (-0,11%).

Além dos transportes e alimentos, tiveram inflação os gastos com habitação (0,36%), puxados pelo aluguel residencial (0,32%) e pela energia elétrica (0,27%); com artigos de residência (0,56%), saúde e cuidados pessoais (0,50%) e comunicação (0,67%).

Por outro lado, apresentaram deflação (queda de preços) os gastos com vestuário (-0,78%), despesas pessoais (-0,01%) e educação (-3,47%).

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