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FECOMÉRCIO/DIVULGAÇÃO
Programa abre vagas para auxiliar desempregados durante crise econômica


Em coletiva realizada nesta segunda-feira (17) no Palácio dos Bandeirantes, foi anunciado que 10 mil vagas com bolsas de auxílio-desemprego foram criadas dentro do programa Emprego e Renda no Estado de São Paulo . O valor da bolsa é de R$ 330 mensais. Vagas serão disponibilizadas em 265 municípios.



O programa, realizado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, é visto como um programa de acolhimento destinado para pessoas que perderam o emprego durante a crise econômica causada pela pandemia do novo coronavírus . Por isso, tanto o programa quanto a renda tem previsão de 6 a 9 meses de duração.

As vagas abertas são voltadas para as áreas de zeladoria, limpeza, conservação e manutenção de órgãos públicos municipais, e serão distribuídas entre os municípios de Araçatuba, Barretos, Bauru, Campinas, Central, Franca, Itapeva, Marília, Presidente Prudente, Vale do Ribeira, Ribeirão Preto, Santos, São José do Rio Preto, Região Metropolitana de São Paulo, Sorocaba e Vale do Paraíba.

A escala de trabalho funcionará em escala de quatro dias de trabalho, com carga horária de 6 horas diárias, e mais um dia de qualificação profissional ou alfabetização no Centro Paula Souza. Além da bolsa-auxílio, o candidato terá direito a seguro contra acidentes pessoais.

Para participar, o candidato deve estar desempregado há pelo menos um ano, ter mais de 17 anos e morar no estado de São Paulo há pelo menos 2 anos.

As inscrições estão disponíveis e serão feitas em locais definidos pelas prefeituras. A relação completa dos endereços pode ser consultada pelo site www.desenvolvimentoeconomico.sp.gov.br.

Pandemia

Com o critério de estar ao menos um ano desempregado, não serão permitidos que pessoas que perderam o emprego durante a pandemia do novo coronavírus possam se inscrever. 

Questionada pelo Portal iG sobre esse pré-requisito, a Secretária de Desenvolvimento Econômico, Patricia Ellen , afirmou que não é possível “mudar as regras do programa de um dia para o outro”, já que o programa Emprego e Renda é aprovado por lei.

“O que a gente percebeu foi o seguinte: a pandemia agravou a situação, mas a gente já tinha pessoas em vulnerabilidade, que estão [em uma situação] até pior do que as que não estavam. Por isso nós entendemos que é preciso manter essa regra”, explicou exclusivamente ao iG.

Questionada sobre se haverá alteração no valor, Patrícia afirmou que a bolsa-auxílio era “consideravelmente menor” antes do programa ser resgatado.

“Isso foi uma mudança. O valor era muito baixo, dentro da legislação vigente. Percebemos que precisava ser ajustada, foi a primeira vez em muitos anos. Percebemos que precisava ser uma ajuda concreta para quem está precisando”, explicou a secretária.

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