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Yasuyoshi Chiba / Agência O Globo
Houve recuperação nos últimos dois meses

Os empresários do ramo das pequenas  indústrias estão mais otimistas com o futuro do setor depois do impacto grande da crise causada pela pandemia da Covid-19, mostra o Panorama da Pequena Indústria, pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgada nesta quinta-feira.

O índice de confiança das pequenas indústrias registrou recuperação em junho (7,2 pontos) e julho (6,8 pontos), depois de uma queda histórica de 25,2 pontos em abril, mês com impacto mais acentuado da crise. Apesar da recuperação, o índice está em 48,8 pontos, ainda abaixo do patamar de 50 pontos e da média histórica de 52,1 pontos.

Valores acima de 50 pontos indicam confiança dos empresários. O índice de 48,8, apesar de melhor do que abril, ainda aponta para uma falta de confiança. Quanto maior o número, maior a confiança.

A mesma recuperação pode ser vista no índice de desempenho da indústria, que passou por um grande queda em abril, seguida de duas recuperações seguidas em junho e julho. Ainda assim, o patamar de 41,3 pontos está abaixo da média histórica de 42,8 pontos.

Nessa estatística a contagem é diferente. O índice é uma média ponderada de uma escala de 0 a 100 dos índices de desempenho da indústria extrativa, de transformação e da construção.

Segundo a CNI, o índice de situação financeira aponta o cenário mais desafiador para a indústria. O valor de 33,2 pontos registrado no segundo trimestre, melhorou em relação ao primeiro trimestre, mas ainda está abaixo da média histórica de 37,1 pontos. Segundo o relatório, os ajustes realizados pelas empresas para passar pela pandemia foram responsáveis pela melhora no indicador.

“A pequena melhora da situação financeira no trimestre pode ser explicada pelos diversos ajustes de produção, emprego e estoques realizado pelas empresas durante a pandemia, passado o choque de março e abril”

A pesquisa também apontou a elevada carga tributária como um dos principais problemas das pequenas indústrias. Na indústria de transformação, a falta de demanda interna, impactada pela pandemia, aparece em segundo lugar. Em terceiro lugar, o custo ou a falta de matéria-prima também incomoda os industriais.

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