Banco Central divulgou lista de empresas que faziam uso das remessas CC5 a pedido da PGR
Raphael Ribeiro/BCB - 26.4.2019
Banco Central divulgou lista de empresas que faziam uso das remessas CC5 a pedido da PGR

Embora o Banco Central leve em consideração outros fatores, no fim, ele está olhando para as metas de inflação e, "se houver espaço, vai cortando" os juros, disse Arminio Fraga, sócio-fundador da Gávea Investimentos e ex-presidente do Banco Central . Ele participou de live do jornal Valor Econômico nesta quarta-feira.

O Comitê de Política Monetária ( Copom ) do Banco Central decide hoje se muda a taxa básica de juros, a Selic . A estimativa de mercado é que ela caia a 2% ao ano, com corte de 0,25 ponto percentual.

Arminio destacou que o método do BC brasileiro "tem trabalhado muito bem". "

"O BC tem que olhar um horizonte de tempo que não é só os próximos meses, é dois anos, ver a coisa ancorada. Há uma preocupação com o equilíbrio geral das contas externas e por aí vai. Mas, em última instância, isso tudo tem que ser colocado em uma espécie de funil e, lá na ponta, você quer entregar inflação na meta e ser sensível ao ciclo", resume.

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Com a inflação abaixo da meta, diz Arminio , o BC "vai testando" e "tem toda a razão para explorar o limite" de queda dos juros.

"Pode ser que juro chegue a zero, mas tomara que não, isso mostraria que as coisas estão muito ruins",  diz Arminio.

Ele acrescenta que, se for necessário, mais à frente, subir os juros com a dívida pública elevada, isso "pode gerar um ciclo de expectativas muito perigoso, é um risco real."

O economista disse ainda que a saída para crise econômica terá de vir da política e que o país precisa de "democracia mas calma".

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