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Washington Costa/Ministério da Economia
Caio Megale, diretor da Secretaria de Fazenda, decidiu deixar a equipe de Paulo Guedes e voltar ao setor privado

O ministro da Economia, Paulo Guedes, irá sofrer a terceira baixa na sua equipe apenas no mês de julho. O diretor da Secretaria de Fazenda da pasta, Caio Megale, pediu para deixar o cargo. Ele comunicou internamente que irá sair do posto até a próxima sexta-feira e voltar ao setor privado.

A saída de Caio Megale se soma aos pedidos exoneração do presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes , anunciado nesta sexta-feira, e do secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida , no início do mês.

Megale disse a pessoas próximas que decidiu deixar o cargo por motivos pessoais. Ele morava num hotel em Brasília e queria voltar para próximo da família, em São Paulo. O economista avaliou que seu ciclo no setor público se encerrou. Ainda não há definição sobre quem assumirá a sua vaga.

Antes de ir para o governo federal, Megale foi secretário de Fazenda da cidade de São Paulo no início da gestão do atual prefeito da capital paulista, Bruno Covas (PSDB). Participou também da equipe de transição do governo Jair Bolsonaro, após as eleições de 2018.

No Ministério da Economia, Megale ocupou três funções diferentes desde janeiro de 2019. Primeiro, ele assumiu a secretaria de Desenvolvimento da Indústria Comércio, Serviços e Inovação, com o objetivo de fazer a ponte entre o ministério e o setor privado. O cargo era subordinado ao secretário especial de Produtividade Emprego e Competitividade, Carlos da Costa.

Ainda no ano passado, ele deixou a secretaria e passou a ser assessor especial de Guedes , responsável por fazer a interlocução do ministério do o setor produtivo.

Em janeiro deste ano, Megale deixou esse cargo e passou a ser diretor de programas da secretaria de Fazenda, comandada por Waldery Rodrigues . No posto, ajudou a negociar a proposta de  socorro a estados e municípios por conta da crise causada pelo novo coronavírus.

Em entrevista na semana passada, defendeu que o socorro foi mais que suficiente para compensar a queda de arrecadação dos estados durante a pandemia.

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