Mourão tem defendido novo imposto, assim como Guedes; Bolsonaro teme debate
Romério Cunha/VPR
Mourão tem defendido novo imposto, assim como Guedes; Bolsonaro teme debate

O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou, nesta quarta-feira (15), que a aprovação de um  imposto sobre transações financeiras seria um “plus” para o governo conseguir equilibrar as contas e criar um programa de renda mínima. Segundo fontes que acompanham de perto as discussões sobre a reforma tributária, essa medida estará no projeto o Ministério da Economia vai enviar ao Congresso.


—  Esse imposto, se ocorresse a aprovação dele, ele seria um plus, seria uma forma de a gente conseguir dar uma velocidade maior na busca do equilíbrio fiscal — defendeu Mourão em entrevista ao Uol — A existência desse imposto, pelos cálculos que são feitos aí, injetaria uma quantidade de recurso que permitiria que o governo tivesse um espaço maior para avançar seja nos programas sociais, seja também nos investimentos.

Você viu?

Uma nova CPMF já foi rejeitada pelo presidente Jair Bolsonaro. Em setembro de 2019, o então secretário da Receita, Marcos Cintra, foi demitido depois de defender o retorno desse imposto. Bolsonaro disse que a discussão sobre o tributo pode ser retomada, mas que a CPMF está "demonizada".

Na Câmara, o presidente da Casa,  Rodrigo Maia (DEM-RJ), já adiantou que não vai “pautar qualquer imposto disfarçado de CMPF ”. Para tentar convencê-lo a apoiar a ideia, Mourão disse que o novo imposto pode ser apresentado como um substitutivo da desoneração da folha.

— Eu vejo hoje que talvez o que possa ser levado a discussão dentro do Congresso é um imposto baixo, um imposto aí de impacto pessoal, a cada um, num nível muito baixo e que tenha uma destinação específica, principalmente se for acenado para o Congresso com a troca pela desoneração da folha, que é algo que penaliza o mercado de trabalho brasileiro.

A proposta deve ser encaminhada aos parlamentares até o fim deste mês. A abrangência do novo imposto está sendo discutida na equipe econômica. O plano de Guedes é atingir toda a base da economia digital e do comércio eletrônico.

    Veja Também

    Mais Recentes

      Comentários