paulo guedes
Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Paulo Guedes citou "oportunismo" de Emmanuel Macron, presidente da França, em resistência ao acordo entre Mercosul e União Europeia

O ministro da Economia, Paulo Guedes, classificou como "oportunismo protecionista" as críticas de países como França e Holanda à política ambiental brasileira. O risco de desmatamento tem sido apontado como causa de resistência ao acordo entre Mercosul e União Europeia .

"Eu não vou entrar na polêmica em si, porque não é muito minha especialidade, mas eu percebo também que lá fora há um certo oportunismo protecionista", disse Guedes , durante audiência pública da Comissão Mista de acompanhamento da crise do novo coronavírus (Sars-Cov-2).

Na segunda-feira (29), o presidente da França, Emmanuel Macron , reforçou posição contrária ao acordo assinado há um ano, mas que depende da ratificação de todos os países do bloco europeu, citando que o Brasil tem desrespeitado o Acordo de Paris.

"Por exemplo, a França... Eu não posso falar isso, como ministro de Estado, mas eu já sabia que eles iriam criar caso, porque eles são protecionistas. Eles têm medo da nossa agricultura. Eles se protegem contra nós, e aí argumentam que nós queimamos florestas para eles continuarem impedindo a entrada de nossos produtos agrícolas lá. Isso é lamentável, porque a França é um dos maiores investidores no Brasil. Isso é um coquetel, que prepara ações ruins", afirmou Guedes.

Ele acrescentou que esse tipo de embate ocorre com outros países, como os EUA:

"A mesma coisa no caso americano, em relação a açúcar e álcool. Eles lutam conosco, toda vez que tem alguma discussão comercial, tem sempre o problema do etanol americano querendo entrar aqui, mas eles não querem receber nosso açúcar lá", lamentou.

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