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Mark Zuckerberg, CEO do Facebook


Mais de 180 empresas já aderiram ao movimento de boicote à publicidade nos Facebook . Chamada de "Stop Hate for Profit" ("pare o ódio pelo lucro", em tradução literal), a campanha visa pressionar a rede social para tomar medidas para combater o discurso de ódio e o racismo na plataforma. 


Os boicotes começaram nos Estados Unidos e ganharam força nos últimos dias, quando gigantes como Coca-Cola e Unilever aderiram ao movimento . Empresas do mundo todo já engrossam a  lista  de boicote ao Facebook. 

E isso já rendeu muito prejuízo à rede social, que tem como principal fonte de receita a publicidade. Só na última semana, o Facebook perdeu US$74,6 bilhões com a forte desvalorização das ações no índice Nasdaq, nos Estados Unidos, de acordo com o Poder 360. 

Entenda o movimento, saiba qual foi a resposta do Facebook até agora e o impacto da campanha sobre a gigante da tecnologia.

Por que essas empresas estão boicotando o Facebook?

Várias empresas decidiram suspender a publicidade na rede social de Mark Zuckerberg por acreditarem que o Facebook não adotou uma política clara e eficaz para combater o discurso de ódio e racista na plataforma.

A campanha, lançada por grupos de direitos civis após a morte de George Floyd por um policial, conclamou as empresas a suspender os anúncios.

Além disso, no início deste mês, Zuckerberg foi alvo de críticas, inclusive de funcionários do Facebook, após uma polêmica envolvendo o presidente Donald Trump .

Duas postagens do mandatário no Twitter foram marcadas pela rede social. Uma delas f oi considerada incitação à violência , pois Trump dá a entender que a polícia poderia atirar nos manifestantes contrários ao assassinato de Floyd.

A outra, em que Trump critica o sistema de votos americano por correio e pede que os eleitores chequem os fatos, foi considerada "imprecisa" pelo Twitter. O presidente americano reagiu à sinalização do microblog, dizendo que a empresa queria interferir nas eleições americanas.

Quem idealizou a campanha do boicote?

A campanha Stop Hate for Profit foi lançada por grupos de defesa dos direitos civis nos Estados Unidos no dia 17 deste mês, após a morte de George Floyd por um policial branco em Minneapolis, no fim de maio. Por trás do movimento estão a Liga Antidifamação (ADL, na sigla em inglês), a Associação Nacional para o Progresso de Pessoas de Cor (NAACP), Color Of Change, Free Press, Common Sense e a plataforma on-line Sleeping Giants.

A campanha acusa a rede social de "amplificar as mensagens dos supremacistas brancos" e de "permitir mensagens que incitam violência".

A campanha é limitada aos EUA?

A campanha começou pelos Estados Unidos , mas, agora, o movimento quer se tornar uma ação global, expandindo a pressão sobre a rede social para além dos EUA. A campanha vai começar a chamar grandes companhias europeias para se unirem ao boicote, disse Jim Steyer, diretor executivo da Common Sense Media, à agência Reuters.

O que querem os idealizadores da campanha?

Eles pedem aos anunciantes que pressionem o Facebook , dono do Instagram e do Whatsapp , a tomar medidas mais rígidas contra o conteúdos de ódio e de racismo em suas plataformas, retirando o investimento em publicidade durante o mês de julho.

Qual a resposta do Facebook até agora?

Respondendo à demanda por mais ações, o Facebook anunciou que tem muito a fazer e que está se reunindo com grupos de defesa de direitos civis e especialistas no tema para desenvolver mais ferramentas para combater discurso de ódio em redes sociais.

A companhia disse ainda que seus investimentos em inteligência artificial permitiram identificar 90% dos conteúdos com discurso de ódio antes mesmo que os usuários delatassem essas postagens.

Zuckerberg disse ainda que vai proibir anúncios que digam que "pessoas de raças, etnias, nacionalidades, religiões, castas, orientações sexuais, identidades sexuais ou status de imigração específicos" são uma ameaça aos demais.

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