bolsonaro e paulo guedes
Antonio Cruz/Agência Brasil
Jair Bolsonaro e Paulo Guedes, ministro da Economia, sofrem com a grave crise causada pela pandemia

A economia do Brasil vai se contrair 9,1% este ano com os efeitos causados pela pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2), alertou nesta quarta-feira (24) o Fundo Monetário Internacional (FMI).

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Em seu mais recente relatório World Economic Outlook (Panorama Econômico Mundial), o FMI afirma que a retração global será mais profunda este ano, e a recuperação será mais lenta em 2021, devido ao que definiu como "O Grande Lockdown" das economias.

"O crescimento global terá um declínio de 4,9% em 2020 - 1,9 ponto percentual abaixo do relatório anterior -, seguido por uma recuperação parcial de 5,4% em 2021", diz o documento, assinado por Gita Gopinath, conselheira econômica e diretora do Departamento de Pesquisa do FMI.

O tombo projetado representa uma perda cumulativa de US$ 12 trilhões para a economia do mundo ao longo de dois anos.

No relatório anterior do Fundo, em abril, a previsão de queda era menor - o Brasil encolheria 5,3% em 2020. (Em janeiro, a projeção era de crescimento de 2,2%.)

O informe atual comprova que o mundo está de fato na pior recessão desde a Grande Depressão dos anos 1930. A projeção do Produto Interno Bruto (PIB) global em janeiro passado ainda preconizava crescimento de 3,3% no em 2020, mas com a chegada da pandemia e do Grande Lockdown, em abril essa projeção já tinha caído para -3%, e agora em junho a queda se acentuou, chegando aos -4,9% mencionados.

O FMI expressa preocupação com a incerteza que cerca as previsões, já que "mais de 75% dos países estão agora reabrindo os negócios, ao mesmo tempo que a pandemia se intensifica em muitos mercados emergentes e economias em desenvolvimento".

Segundo o documento, a recuperação econômica "é altamente incerta" sem uma solução médica definitiva para o novo coronavírus , e os impactos serão desiguais dependendo de como cada país é afetado.

A curva descendente das economias afeta tanto países ricos quanto mercados emergentes. Nas economias mais avançadas, a queda chega a 8 pontos percentuais, enquanto nos países em desenvolvimento é de 5 pontos percentuais.

Agrava o o problema a situação do desemprego .

"O mercado de trabalho foi severamente atingido pela pandemia, especialmente no caso de trabalhadores com pouca qualificação, que não têm a opção de trabalhar em home office. A recuperação nesse caso pode demorar, intensificando a desigualdade de renda e aumentando a pobreza", diz o FMI.

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