Covid-19
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Para especialista, decisão de ter um filho deve considerar fatores econômicos

Especialistas estimam que a pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2) deverá impactar na quantidade de nascimentos, mesmo após o fim do episódio. A previsão foi feita pela professora de economia da Universidade de Maryland, Melissa Kearney, nos Estados Unidos.

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Segundo ela, a pandemia levou o mundo para uma forte crise econômica, onde muitas pessoas ficaram desempregadas ou tiveram jornada e salário reduzidos. Com isso, espera-se que as famílias tenham menos filhos nos próximos anos. Segundo Kearney, uma redução na taxa de natalidade também foi registrada em 1918, com a gripe espanhola, e na recessão americana de 2007. 

Algumas pessoas chegaram a brincar com a ideia de que o mundo teria elevação na taxa de natalidade, uma vez que muitos estão trancados em casa com seus parceiros sexuais. Lendas urbanas nos Estados Unidos sugerem que este fenômeno acontece em regiões que sofrem com tempestades, nevascas ou blackouts, mas, segundo a professora, não há avaliação estatística sobre o assunto.

“A crise da Covid-19 não é temporária. Ela está causando grandes perdas econômicas, incertezas e inseguranças. Por isso, a taxa de natalidade será reduzida naturalmente”, explica a professora Kearney.

Economia e natalidade

Segundo a professora Kearney, crianças demandam tempo, dinheiro e energia, apesar de serem fontes de amor e felicidade. “Quanto maior a estrutura de uma família, melhores são as chances do casal aumentar a prole. Se o mercado de créditos está bom, os pais podem pegar dinheiro emprestado para bancar as crianças”, resume ela.

“É difícil que as pessoas tenham mais filhos quando a renda está baixa. Se o dinheiro importa para a fertilidade, podemos esperar menos nascimentos neste ciclo”, afirma Kearney. 

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