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"Vem pra rua, vem. Aplicativo não tá pagando bem", dizem os manifestantes, em maioria, de bicicleta

Na tarde desta sexta-feira (5), entregadores de delivery fazem uma manifestação no Vão do MASP, na Avenida Paulista.

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"Vem pra rua, vem. Aplicativo não tá pagando bem", dizem os manifestantes. A maioria dos entregadores tem bicicletas, enquanto apenas uma moto está na aglomeração.

No mês passado, um  aumento na taxa de entrega do iFood foi motivo para a queda de consumo, ao qual donos de restaurantes e bares demonstraram insatisfação.

Resposta do iFood

O iFood respondeu ao questionamento do  iG  sobre os salários dos entregadores. Confira a nota na íntegra:

O iFood entende a importância de manifestações e apoia totalmente a liberdade de expressão. Entretanto, diante do cenário de pandemia declarada da Covid-19, a empresa se preocupa também com a aglomeração gerada.

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A empresa esclarece que os valores pagos pelas entregas baseiam-se em fatores como distância da rota, cidade e modal. No próprio aplicativo, os entregadores podem conferir os valores das entregas antes de aceitar o chamado. Em abril, 61% dos entregadores recebeu R$19 ou mais por hora trabalhada (valor que para fins apenas comparativos é quatro vezes maior do que o pago por hora tendo como base o salário mínimo vigente). Estes 61% de entregadores foram responsáveis por 75% das entregas. Pelos dados do iFood, os ganhos médios mensais dos entregadores que têm a atividade de entregas como fonte principal de renda (35% do total) aumentaram 36% em abril quando comparado a fevereiro.

Há de se levar em conta ainda que os entregadores têm perfis de utilização do app muito diferentes. A maioria absoluta destes entregadores fica disponível poucas horas por mês. Durante o mês de abril, os parceiros de entrega  ficaram, em média, 73 horas mensais disponíveis na plataforma, o que equivale a 2,9h/dia (em um mês de 25 dias), sendo que 84% dos entregadores ficou com o app ligado 6h/dia ou menos. Além disso, de cada 10 entregadores 4 (40%) ficaram disponíveis para entregas apenas 2 horas ou menos por dia. 

Bloquear de forma injusta não é bom para iFood, mas essa medida é utilizada com base em denúncias e evidências de, por exemplo, extravio de pedidos, fraudes de pagamento ou ainda cessão da conta para terceiros. Esse tipo de ação ajuda a empresa a proteger os próprios entregadores, clientes e restaurantes. Se um bloqueio foi feito de forma equivocada, os entregadores podem entrar em contato pelo canal oficial ([email protected]) para análise do caso. Se comprovado o erro,  conta é reativada.

O iFood reitera que as gorjetas dadas pelos clientes são integralmente repassadas aos entregadores. Por conta do cenário atual, esses valores foram aumentados para R$ 2, R$ 5 e R$ 10. Diante dos esforços e do suporte que os entregadores têm oferecido neste momento de pandemia, o iFood decidiu dobrar o valor das gorjetas repassadas em abril, quando o montante de gorjetas repassadas totalizou R$ 4,4 milhões. A iniciativa vem sendo repetida em junho e os valores são repassados toda semana. A expectativa é de ultrapassar a marca dos R$2,5 milhões, que ao ser dobrada, deve chegar a R$5 milhões.  

Durante a pandemia, a empresa já destinou mais de R$25 milhões em medidas de prevenção, cuidados, informação e benefícios. Além das gorjetas em dobro, as ações incluem o fundo de R$2 milhões para entregadores com sintomas da doença ou de grupos de risco; distribuição de kits de higiene com álcool em gel, máscaras; plano de serviço em saúde com descontos de até 80% em consultas médicas, exames e medicamentos; e a extensão do programa de benefícios Delivery de Vantagens a todos os entregadores do país, com descontos em diversos serviços em especial para seus veículos.  

O iFood reitera que mantém canais oficiais abertos de diálogo com os parceiros entregadores para quaisquer dúvidas e orientações.


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