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Uber tem segundo grande corte de funcionários


Nesta semana, a Uber demite 3 mil funcionários com o fechamento de 45 escritórios da empresa. Esse é o segundo grande corte de recursos humanos realizado pela empresa, que vem sofrendo pela pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2). No início do mês, 3,7 mil empregados tinham sido demitidos e, na ocasião, o próprio CEO da Uber, Dara Khosrowshahi, renunciou ao seu salário.

A informação das 3 mil demissões desta semana foi revelada pelo jornal The Wall Street Journal, que obteve acesso a um e-mail enviado a funcionários pelo CEO da companhia.

"Estamos vendo alguns sinais de recuperação, mas saindo de um buraco profundo, com visibilidade limitada de sua velocidade e forma", diz o comunicado. A mensagem ainda afirma que o Uber Eats tem apresentado crescimento em meio à crise, porém ainda "não chega perto de cobrir as despesas".

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Segundo a reportagem, ainda não foram revelados os escritórios que fecharão as portas. No entanto, uma fonte consultada pelo veículo disse que o corte deve afetar principalmente empregados nos Estados Unidos .

Quando houve o primeiro corte , no início do mês, Khosrowshahi disse que a empresa pretende economizar US$ 1 bilhão em custos fixos. Somados, os dois cortes resultam na demissão de quase 25% dos 28.600 funcionários que trabalhavam na empresa até o fim de março, conforme o balanço financeiro do primeiro trimestre da companhia.  

Impacto da pandemia

A pandemia do novo coronavírus atingiu os negócios da Uber em um momento em que a empresa está revisando sua estratégia de "crescimento a qualquer custo". Khosrowshahi já vinha adotando uma política de corte de custos antes mesmo do surto global de Covid-19 , na tentativa de colocar os negócios da companhia no rumo da lucratividade.

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A crise, no entanto, afeta acentuadamente o serviço de corridas que, até antes da pandemia, era responsável por três quartos da receita global da Uber . De acordo com o Wall Street Journal, em abril, as operações do aplicativo de transporte recuaram 80% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Ao passo que medidas de isolamento social começam a ser relaxadas nos Estados Unidos e alguns países da europa, a Uber ainda enfrenta a incerteza se a demanda pelo serviço de corridas da empresa retornará ao patamar anterior à pandemia. E, se isso acontecer, como garantir a segurança de motoristas e passageiros.

Em resposta, a companhia investiu cerca de US$ 50 milhões para comprar suprimentos para seus colaboradores, incluindo máscaras e desinfetantes. Além disso, o aplicativo agora requer que os motoristas parceiros capturem selfies para confirmar que estão usando máscaras durante as viagens realizadas na plataforma.

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