Brasil Econômico

fila Caixa
Fenae
Segundo dados da Associação de Pessoal da Caixa Econômica Federal (Apcef), trabalhadores estão infectados

Funcionários da Caixa Econômica Federal estão doentes no Nordeste do Brasil. Segundo dados da Associação de Pessoal da Caixa Econômica Federal (Apcef), 20 trabalhadores do banco público – dez no Ceará e dez em Alagoas – tiveram de ser afastados por confirmação ou suspeita de Covid-19. 

No caso do Ceará, cinco empregados da agência Dom Luís, em Fortaleza, testaram positivo para a Covid-19. Outros cinco bancários do município de Itaitinga apresentaram sintomas da doença e um deles está internado em unidade de terapia intensiva (UTI).

No estado de Alagoas, há seis funcionários em Maceió com suspeita da Covid-19, além de quatro trabalhadores terceirizados – três na capital e um no município de Capela. Uma prestadora de serviço que trabalhava em agência de Maceió faleceu em decorrência da doença. Oito agências da Caixa foram fechadas em Maceió: Tabuleiro, Gruta, Pátio, Barão de Jaraguá, Catedral, Pajuçara, Rosa da Fonseca e Maceió Shopping. Na cidade de Capela, foi fechada agência Conceição do Paraíba.

Houve morte de um funcionário também na Caixa do estado da Paraíba. O bancário Josemar José de Lima faleceu na segunda-feira (18) vítima do novo coronavírus (Sars-CoV-2). Oito agências da Caixa no estado da Paraíba foram fechadas na sexta-feira (15). Pelo menos dez trabalhadores no estado – entre funcionários formais e terceirizados – foram confirmados com Covid-19.

Leia ainda:  'Quem recebe a primeira parcela agora só terá a segunda em 30 dias', diz Caixa

"Não nos ouviram", diz presidente da federação de trabalhadores da Caixa

O presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Sérgio Takemoto, comentou sobre o atual cenário de perda de trabalhadores. “Alertamos e pedimos providências para que fosse evitado pelo governo desde o início da pandemia e da centralização do pagamento do auxílio emergencial no banco”, afirmou.

“Além de não descentralizar o pagamento do benefício, a direção da Caixa, até hoje, não fez uma ampla e efetiva campanha de informação à sociedade. A desinformação leva milhares de pessoas às agências para serviços que poderiam ser resolvidos pelo telefone ou a internet, por exemplo, ocasionando as aglomerações que colocam em risco tanto a saúde da população como a dos bancários”, disse Takemoto.

Além dos mais de 50 milhões de beneficiários do auxílio emergencial de R$ 600, a Caixa também é responsável pelo pagamento do Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda.

A nova ajuda é destinada aos trabalhadores que tiveram redução de jornada e de salário ou suspensão temporária do contrato de trabalho em função da crise causada pela pandemia. Esse auxílio pode pode gerar um novo fluxo de quase 24 milhões de pessoas às agências da Caixa Econômica.

Na avaliação do presidente da Fenae, faltou planejamento por parte do governo e ações coordenadas em nível nacional. 

“Fizemos diversas reivindicações à direção da Caixa e a outros órgãos do Executivo – inclusive, ao ex-ministro da Saúde, Nelson Teich – solicitando que medidas efetivas fossem tomadas em proteção à saúde das pessoas e dos bancários. Principalmente, a descentralização do pagamento do auxílio emergencial e a realização de uma efetiva campanha de informação à sociedade. Não nos ouviram e quem está sofrendo são os milhões de brasileiros e os cerca de 50 mil trabalhadores do banco à frente deste atendimento essencial à população”, afirma Takemoto.

Veja também:  8,3 milhões de pessoas recebem primeira parcela de auxílio nesta terça-feira

Resposta da Caixa

O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, respondeu o questionamento do  iG  sobre como é a proteção aos funcionários conta a Covid-19 nos atendimentos presenciais. 

Durante coletiva de imprensa nesta terça-feira (19), Guimarães afirmou: "Nós tivemos algumas pessoas que ficaram doentes, algumas que estavam de home office ou viajando, e algumas que estavam trabalhando. Temos total preparo em termos de álcool gel, luvas, máscaras e máscaras de acrílico. Eu falo com todos os funcionários que ficaram doentes, aqueles que foram para UTI."

Além disso, o presidente comentou sobre a morte de funcionários.

"Nós tivemos, sim, quatro casos até agora de pessoas que falceram – um deles estava cedido, não estava trabalhando no banco. É algo que nos deixa muito impactados, porque nós somos uma família. Mas nem todos estavam no trabalho, estavam home office. É uma realidade que pode acontecer. Em outros bancos também, mas não têm a proteção que nós temos. Nós damos o máximo possível de proteção aos funcionários e por isso estamos espaçando os pagamentos. A Caixa fará sempre o máximo possível para proteger seus funcionários porque somos uma família. Eu mesmo sempre defendi nossos funcionários. Alteramos o calendário para diminuir filas e protegê-los", disse.



    Veja Também

      Mostrar mais