Brasil Econômico

presidente da china e bolsonaro
Valter Campanato/Agência Brasil
Xi Jiping, presidente chinês, e Jair Bolsonaro, em encontro promovido em Brasília

A China, principal importadores de produtos brasileiros, pediu que as empresas de comércio e processadoras de alimentos aumentem seus estoques de grãos e oleaginosas diante do risco de uma nova onda do novo coronavírus (Sars-Cov-2) atingir o país e o agravamento da doença em outros locais, como o Brasil.

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O governo chinês orientou que essas empresas adquiram maiores volumes de soja, óleo de soja e milho, principais matérias-primas para a produção de ração animal, neste momento. O temor é de fechamento de portos ou redução de embarques, tanto saindo quanto indo para a China .

Principal fornecedor de soja e grande exportador de carne para a China, o Brasil vê os casos de Covid-19 aumentarem em larga escala no país, ameaçando o nível das exportações por conta do medo de se importar do Brasil. Segundo a agência de notícia Reuters , comerciantes chineses já ligam alerta para a situação enfrentada pelo Brasil.

Os embarques de soja do Brasil à China foram adiados ​em março e abril por conta da combinação entre fortes chuvas e a redução de mão de obra com as medidas de contenção anunciadas em busca de evitar a disseminação do novo coronavírus . No período, houve grande queda nos estoques chineses de soja.

O que pode ajudar o Brasil a manter suas exportações para a China é a difícil relação entre o país asiático e os Estados Unidos , já que o país presidido por Donald Trump é o maior produtor de soja e milho do mundo, e o governo chinês deve seguir evitando esse caminho, embora já tenha havido aumento nas últimas semanas, segundo a Reuters . A guerra comercial entre as duas maiores potenciais globais pode, no que diz respeito à soja, evitar uma queda brusca das exportações brasileiras.

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