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Azul teve prejuízo bilionário no primeiro trimestre deste ano

A Azul reportou no primeiro trimestre de 2020 um prejuízo líquido de R$ 6,14 bilhões , ante um lucro líquido de R$ 125,3 milhões no mesmo período de 2019.

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Excluindo perdas com marcação a mercado e variação cambial, que não têm efeito no caixa, o prejuízo ajustado da Azul no período foi de R$ 975,3 milhões, ante um lucro ajustado um ano antes de R$ 113,4 milhões.

A receita líquida da Azul cresceu 10,3% no primeiro trimestre, totalizando R$ 2,80 bilhões. As despesas operacionais aumentaram 19,8% no período, para R$ 2,63 bilhões. O lucro operacional, com isso, caiu 50%, para R$ 173,6 milhões.

Redução no caixa

A Azul apresentou no primeiro trimestre do ano uma redução de 21,9% em caixa, equivalentes de caixa, aplicações financeiras circulantes e não circulantes e contas a receber, representando 26,6% da receita dos últimos doze meses.

A redução no caixa foi associada aos efeitos da pandemia de Covid-19 . No relatório de resultados, a Azul informou que encerrou abril com uma posição de caixa ligeiramente acima da realizada em março.

A companhia também informou que espera ter em maio e junho uma queima líquida de caixa entre R$ 3 milhões a R$ 4 milhões por dia, incluindo despesas com juros. Essa estimativa leva em conta a previsão de redução de 55% nos custos operacionais.

Corte de custos

A companhia tomou iniciativas para reduzir custos e despesas. A empresa reduziu custos variáveis, que representam 60% das despesas operacionais, com a redução da oferta de voos. A Azul reduziu em 50% a sua capacidade na segunda quinzena de março, quando já houve uma forte queda na demanda por voos no país. No fim de março, a empresa reduziu a oferta diária de voos de 950 para 70.

A companhia informou que opera apenas voos que geram receita suficiente para cobrir os custos variáveis. Na primeira e segunda semanas de maio, a Azul aumentou a malha para 90 e 115 voos diários, respectivamente, com base na identificação de novos mercados viáveis.

Diminuição de jornada e salários

A companhia espera para o segundo trimestre uma redução de capacidade entre 75% e 85%, em comparação com o mesmo período de 2019. As despesas fixas são compostas principalmente pelo arrendamento de aviões e folha de pagamento.

Em relação ao aluguel de aviões, a Azul negocia adiar os pagamentos de aluguel de aeronaves para acompanhar a retomada da demanda esperada para os próximos 18 a 24 meses.

Aproximadamente 90% da frota da Azul estão sob arrendamento operacional. Em relação a salários, a Azul espera reduzir as despesas em mais de 50% no segundo trimestre. Mais de 10,5 mil tripulantes estão em licença não remunerada, o que representa 78% do total de funcionários da Azul.

A empresa também adotou esquema de redução de jornada e salários . Além disso, todos os diretores da Azul tiveram redução salarial entre 50% e 100%, e para os gerentes, a redução salarial foi de 25%. A companhia também adiou o pagamento de participação nos lucros e resultados e cancelou o pagamento de bônus relativo a 2019.

Compra da TwoFlex

A Azul também anunciou nesta quinta a conclusão da aquisição da Two Taxi Aéreo Ltda, a TwoFlex , por R$123 milhões. O pagamento será realizado em até 30 parcelas mensais, seguido por um pagamento final de até R$30 milhões.

A transação foi aprovada pelo Cade , segundo comunicado da empresa.

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A TwoFlex tem sede em Jundiaí. Fundada em 2013, ela oferece serviço de passageiros e cargas para 39 destinos no Brasil, Tem 14 slots na pista auxiliar do aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

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