roberto campos neto
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, foi um dos presentes na reunião do Copom que reduziu a Selic e prevê retomada gradual

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central avalia que a retomada econômica pode ser mais gradual do que o esperado anteriormente. A informação consta na Ata da reunião realizada na semana passada, que decidiu pelo corte da taxa básica de juros, Selic, de 3,75% para 3%.

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"(...) a menos de avanços médicos no combate à pandemia, é plausível um cenário em que a retomada, além de mais gradual do que a considerada, seja caracterizada por idas e vindas. O cenário básico considerado pelo Copom passou a ser de uma queda forte do PIB na primeira metade deste ano, seguida de uma recuperação gradual a partir do terceiro trimestre deste ano".

O Copom é formado pelo presidente do Banco Central , Roberto Campos Neto e os diretores da autoridade monetária. A cada 45 dias, eles se reúnem para decidir o patamar da taxa Selic e fazem uma avaliação da situação da economia brasileira.

Com base das estatísticas econômicas de abril, o Copom vê uma forte contração na economia no segundo trimestre.

De acordo com a Ata, os membros entendem que a pandemia terá um impacto desinflacionário, ou seja, de redução na inflação , associado a um grande nível de ociosidade na produção.

A incerteza da economia também levar levar a um aumento na poupança e redução na demanda. Sem saber para onde a economia está andando, pessoas e empresas tendem a ser mais conservadoras nas suas compras e investimentos, assim diminuindo a demanda.

Como já havia exposto no comunicado de corte nos juros, o BC reforçou que considera um "último corte" na taxa de até 0,75%, mas que decidiu esperar pela próxima reunião para reunir mais informações sobre a conjuntura econômica.

"O Copom entende que, neste momento, a conjuntura econômica prescreve estímulo monetário extraordinariamente elevado, mas reforça que há potenciais limitações para o grau de ajuste adicional. O Comitê avalia que a trajetória fiscal ao longo do próximo ano, assim como a percepção sobre sua sustentabilidade, serão decisivas para determinar o prolongamento do estímulo".

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