Os militares das Forças Armadas que receberam o auxílio emergencial de R$ 600 , indevidamente, terão que devolver o dinheiro aos cofres públicos. Isso poderá ser feito de maneira voluntária, com o pedido de estorno do crédito bancário ou pagamento via Guia de Recolhimento da União ( GRU ), no respectivo valor.

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Quem não devolver os recursos será inscrito na Dívida Ativa da União e cobrado compulsoriamente.

General Fernando Azevedo e Silva, ministro da Defesa
Agência Brasil/José Cruz
General Fernando Azevedo e Silva, ministro da Defesa


Os meios legais de devolução deverão ser divulgados pelo Ministério da Defesa nesta terça-feira (12). A pasta também deve informar o número de militares envolvidos na fraude. Eles fizeram o pedido do auxílio pelo aplicativo da Caixa Econômica Federal e não foram identificados no cruzamento de dados da Dataprev.

Em nota divulgada na segunda-feira, a Defesa informou que identificou a possibilidade de recebimento indevido do auxílio por integrantes das Forças Armadas. Segundo a pasta, a suspeita de irregularidade abrange toda a folha de pagamentos dos militares ativos, da reserva, reformados, pensionistas e anistiados.

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As três Forças ( Aeronáutica , Marinha e Exercito ) foram orientadas a fazerem um pente fino nos seus efetivos para apuração dos fatos, ressarcimento do erário e eventual punição disciplinar.

O Ministério da Cidadania também informou, em nota, que há familiares de militares que receberam o auxílio por se enquadrarem nos critérios previstos na lei, como renda familiar de até três salários mínimos (R$ 3.135). Neste caso, não é necessária a devolução do valor apenas porque um membro da família é militar e recebe soldo.

"É importante fazer esta distinção para evitar a devolução desnecessária do auxílio emergencial por famílias que fazem jus ao recebimento", diz a nota da Cidadania.

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