O secretário de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa , afirmou nesta segunda-feira (11), que 6,2 milhões de pessoas aderiram à medida provisória que permite a redução de salário e a suspensão do contrato de trabalho.

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"Mais de seis milhões de trabalhadores já se beneficiaram do programa. A gente acredita que a grande maioria desse volume estariam desempregado hoje", afirmou. 

Carlos da Costa
Reprodução TV Brasil
Carlos da Costa


A MP foi editada em 1º de abril para evitar demissões durante a crise. Os trabalhadores que forem prejudicados com corte de salário e suspensão do contrato receberão um complemento do seguro desemprego durante a adoção dos dois mecanismos. A redução de jornada e salário tem vigência de até três meses e de suspensão do contrato, de até dois meses.

O secretário também comentou que o ministério está desenhando programas para resolver a falta de crédito para pequenas e médias empresas.

Carlos da Costa disse que o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte ( Pronampe ), que deve bancar R$ 15,9 bilhões em empréstimos para o setor, deve ser sancionado ainda nesta semana e espera que os recursos cheguem para os empresários até a próxima semana.

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Além desse programa, o secretário citou uma reformulação do Fundo Garantidor de Investimentos ( FGI ) com um aporte de R$ 20 bilhões do governo para disponibilizar crédito para médias empresas.

"Será principalmente para capital de giro para média empresa, de cerca de R$ 4,8 milhões até R$ 300 milhões de faturamento. Nesse caso nossa ideia é aportar até R$ 20 bilhões, mas que dado o mecanismo de alavancagem que nós construímos, representará até R$ 100 bilhões de reais para nossa empresas médias", completou. 

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