Um falso anúncio de emprego levou dezenas de desempregados a formar uma longa fila na porta de uma escola nesta terça-feira, em meio à pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2) , no bairro de Curicica, na Zona Oeste do Rio. O comunicado que circulou por meio de mensagens de WhatsApp oferecia 700 vagas em hospitais de campanha da cidade para auxiliares de serviços gerais.

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O suposto salário seria de R$ 1.153, além de adicional de insalubridade. A promessa era de que a carteira de trabalho seria assinada na hora. Na esperança de conseguir uma oportunidade de trabalho, os trabalhadores desempregados formaram filas em frente à escola municipal Madre Tereza de Calcutá , e encontraram os portões fechados.

Cristo Redentor, Rio de Janeiro
Divulgação/Airbnb
Cristo Redentor, Rio de Janeiro


Denúncia à polícia

A Prefeitura do Rio divulgou uma nota afirmando que considera "inacreditável e lamentável" a criação de falsas notícias em um momento tão difícil. Informou ainda que a Secretaria municipal de Educação não ofereceu vagas de emprego, e que a 7ª Coordenadoria Regional de Educação ( CRE ) está registrando um boletim de ocorrência para que haja uma investigação policial a fim de averiguar as responsabilidades no caso do falso anúncio.

A Secretaria municipal de Educação declarou também que, "em tempos de crise e pandemia, é estarrecedor que alguns usem de má-fé para tentar enganar a população, principalmente a parcela mais vulnerável - aqueles que estão desempregados - com ofertas falsas de emprego".

A RioSaúde , gestora do Hospital de Campanha do Riocentro, reforçou que desconhece a origem dos anúncios citados e não tem qualquer responsabilidade sobre os mesmos.

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De acordo com a Prefeitura do Rio , os internautas devem redobrar a atenção porque, na página em que os anúncios foram publicados, há vários outros citando o suposto hospital de campanha em bairros diversos, e não na Barra da Tijuca , onde fica a unidade da rede municipal.

Veja alguns cuidados para não cair em golpes

Desconfie

  • As mensagens compartilhadas por redes sociais e WhatsApp devem ser checadas em canais oficiais pelos candidatos, a fim de evitar deslocamentos desnecessários e golpes. O site Vagas.com divulgou orientações de Lia Fonseca , diretora da Next Recursos Humanos, e Thais Amorim , que trabalha buscando talentos para empresas, para que trabalhadores identifiquem os anúncios falsos e não caiam em golpes pela internet.

Atenção ao site

  • Um indício de que uma vaga pode ser falsa é o anúncio levar para um site estranho, que pouco ou nada tem a ver com carreira e emprego. A orientação é checar se o endereço leva para um portal de vagas de emprego ou para o próprio site da empresa contratante.

Ligação

  • Outro sinal de que uma oportunidade não é verdadeira é o candidato receber uma ligação imediatamente após fazer sua inscrição. Normalmente, o contato será para oferecer algum serviço pago.

Vaga muito genérica

  • Outro indício de que se trata de um anúncio falso é aquele que vale para qualquer candidato. Normalmente, esses anúncios são montados por empresa que querem formar um banco de dados e vender serviços a potenciais clientes.

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