Milhares de trabalhadores enfrentaram filas de até 15 horas em agências da Caixa no Rio de Janeiro, para conseguir receber o auxílio emergencial de R$ 600 nesta segunda-feira. Para alguns, a longa espera foi em vão. A Caixa ampliou em duas horas o atendimento a partir desta segunda.

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Algumas unidades do banco, no entanto, não abriram devido à contaminação de funcionários pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2) e a necessidade de desinfecção dos locais de atendimento.

Caixa Econômica Federal
Agencia Brasil
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A vendedora de praia Juliana Santos , 45, conta que chegou ainda de madrugada, às 3h, a uma agência de Campo Grande , na Zona Oeste . Após perceber um comunicado na porta informando que a unidades não abriria as portas pela manhã, ela precisou se deslocar para outro endereço:

"Tive que ir a pé para outra agência. Quando cheguei, a fila estava dobrando o quarteirão. Teve gente que não acreditou que a primeira agência não abriria e resolveu esperar", 

Juliana foi atendida por volta do meio-dia, mas ainda não conseguiu receber os R$ 600 por um erro no cadastro.

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O autônomo Marcelo Barbosa , 48, também precisou se deslocar para outro local de atendimento, ao saber que a agência onde estava não abriria pela manhã. Ele aguardava desde a meia-noite e, até as 11h desta segunda-feira, ainda não havia sido atendido.

"Ainda não entrei na agência, e atrás de mim tem mais de 200 pessoas", contou Barbosa.

O jardineiro Alan Rodrigues chegou mais cedo ainda, acompanhado da mãe de 60 anos, que é diarista e esperava receber o benefício. Ele diz que policiais chegaram à agência da Caixa ainda na noite de domingo para afixar o informe do fechamento da unidade.

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"Chegamos às 19h de domingo. Depois do aviso, tivemos que ir para a fila de outra agência, onde fomos atendidos por volta de 10h",  relatou ele. "Passamos a madrugada inteira com frio, mas conseguimos fazer o saque", completou. 

Funcionários da Caixa relatam longas jornadas

Para atender todos os beneficiários, funcionários da Caixa têm estendido o expediente, trabalhando às vezes até as 22h. Apesar de o atendimento se encerrar às 14h, todos os que estão na fila recebem senhas e são atendidos. A mulher de um bancário, que não quis se identificar, denunciou a sobrecarga à qual os empregados do banco estão expostos:

"A Caixa já tinha poucos funcionários porque não estava realizando concursos recentemente. Além disso, pessoas do grupo de risco e contaminadas estão afastadas. Meu marido tem trabalhado das 8h às 22h. E, no dia seguinte, tem que estar lá de novo."

O GLOBO aguarda o posicionamento do banco a respeito das reclamações.

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