Fila
Jorge Hely / Agência O Globo
Fila em agência da Caixa em Rocha Miranda, no Rio

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, admitiu que o aplicativo Caixa Tem – que dá às pessoas desbancarizadas uma poupança digital da Caixa para receberem o crédito do auxílio emergencial de R$ 600 e movimentarem o dinheiro – tem problemas. Ele afirmou que é impossível acabar com as filas.

Mas Guimarães diz que o banco tomará providências para minimizar o problema e anunciou a contratação de mais dois vigilantes para trabalhar na organização das filas e mais 500 recepcionistas para auxiliar no atendimento, entre a sala dos terminais eletrônicos e agência.

 — O aplicativo tem problema e temos que melhorar – admitiu o presidente, acrescentando: - Nós fizemos um pagamento inimaginável em espaço muito curto de tempo. Houve nesta semana uma aglomeração grande. Estamos agindo para reduzir, resolver não. Preciso deixar muito claro aqui. Não há nenhuma possibilidade de se pagar 50 milhões de pessoas em três semanas se não existir fila. Não vou prometer o que é impossível. O que nós faremos é mitigar, reduzir as filas.

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Ele afirmou que a partir de agora o banco vai distribuir dois tipos de senha: uma para quem pode sacar os recursos e está dentro do cronograma e outra para quem está à procura de informações ou precisa de ajuda para fazer o cadastro no sistema da Caixa porque não tem acesso à internet ou não tem aparelho celular:

 — As pessoas vão para a fila para fazer perguntas. A maioria vai para outros motivos. Nasceram em outubro e novembro e não podem receber agora.

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Guimarães disse ainda que no cronograma de pagamento da segunda parcela do auxílio, que será anunciado na próxima semana, o governo vai tomar o cuidado de separar o público do Bolsa Família dos demais trabalhadores. Segundo ele, a concentração de pagamentos nesta semana foi o principal motivo da formação de filas nas agências.

 — Colaremos uma separação, as pessoas nas últimas duas semanas do mês que recebem o Bolsa Família estarão segregadas daquelas que recebem em conta digital, de todo Cadastro Único, de todos os informais porque são os públicos mais carentes e que demandam mais informações.


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