Governo argentino voltou atrás em decisão de proibir negociação de passagens no país
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Governo argentino voltou atrás em decisão de proibir negociação de passagens no país

Neste final de semana, o setor aéreo da Argentina viveu momentos de tensão, mas que acabaram sendo suavizados. Após definir pela proibição das vendas de passagens aéreas até que a pandemia do Covid-19 acabasse, o governo de Alberto Fernández voltou atrás e autorizou que as companhias realizem negociações para viagens a partir de 1º de setembro.

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Segundo informações do jornal La Nacion, a definição pela proibição total não durou nem 24 horas, sendo instaurada no último sábado (25) e suavizada já no domingo (26). Com isso, as companhias aéreas que atuam em voos internos na Argentina ou internacionais poderão realizar a venda de passagens.

A resolução, firmada pela Administração Nacional de Aviação Civil (ANAC) e publicada nesta segunda-feira (27) no Diário Oficial, dispõe que os voos podem ser programados, e as passagens negociadas, para datas a partir do dia 1º de setembro. Ou seja, a expectativa é de que não aconteçam viagens por pelo menos mais quatro meses.

Responsável pela elaboração da resolução na ANAC , Paola Tamburelli afirmou que a reprogramação das operações pretende "equilibrar a proteção dos passageiros, garantir renda para as empresas e manter o setor sustentável".

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Proibição total

Na norma anterior, também definida por Tamburelli, as empresas só poderiam comercializar passagens dentro do território nacional e necessitariam do aval do governo para poder realizar os voos. Além disso, nenhum prazo havia sido estabelecido para o retorno da normalidade nas vendas, ressaltando que o mais importante era a proteção dos passageiros .

Além disso, o texto ainda denunciava que algumas companhias estavam realizando "promoções de vendas para si ou para terceiros de passagens de voos regulares se terem a devida aprovação".

Entretanto, a resolução precisou ser alterada após os representantes das empresas demonstrarem descontentamento com a medida. O principal ponto foi o duro golpe em um setor que já se encontra em profunda crise financeira.

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"A abrupta queda na demanda já havia gerado um cenário crítico para os operadores, que acabariam agonizando se essa decisão se mantivesse, travando as atividades regulares por tanto tempo, algo que seria inédito na Argentina e no mundo. Por isso, manifestamos nossa surpresa e preocupação ao que havia sido estabelecido", afirmou a Junta das Linhas Aéreas (Jurca) do país.

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