O Itaú Unibanco anunciou a doação de mais R$ 1 bilhão para um fundo que vai coordenar uma série de iniciativas para apoiar o SUS e os estados e municípios a gerir a crise gerada pela pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2)

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A doação para a criação do fundo Todos pela Saúde se soma a outros R$ 250 milhões que o banco já havia divulgado – e foi anunciada como a maior doação feita por uma instituição privada para o combate à pandemia do  coronavírus .

Agência do banco Itaú
Wikicommons/Creative Commons
Agência do banco Itaú


Com a nova doação do Itaú , praticamente dobra o volume de doações privadas contabilizados pela ABCR ( Associação Brasileira de Captadores de Recursos ), que criou um site para monitorar as doações privadas durante a pandemia, o monitordascoacoes.org.br.

Os recursos sairão do caixa do banco e ficarão em um fundo de endowment dentro da Fundação Itaú Unibanco , sob a gestão de um time de sete médicos e especialistas em saúde liderados por Paulo Chapchap , diretor do hospital Sírio Libanês. O time inclui também o médico e escritor Drauzio Varella e o presidente do Hospital Alberto Einstein, Sidney Klajner , entre outros.

O fundo Todos pela Saúde ficará aberto para receber doações de outras empresas e atuará de forma coordenada com gestores estaduais e municipais para ajudar na estruturação de gabinetes de crise e na gestão dos equipamentos do sistema, incluindo a compra de insumos hospitalares e equipamentos de proteção individual para profissionais de saúde e de testagem .

A iniciativa prevê também a criação de campanhas de informação sobre o uso de máscaras e também a coordenação de ações para o cenário pós pandemia, com testagens em massa da população.

Apoio dos acionistas

Ao anunciar a doação, o presidente do Itaú , Candido Bracher , disse estar certo que os investidores que têm ações do banco concordarão com a doação, que foi aprovada por unanimidade pelos acionistas controladores e pelo conselho de administração do banco:

"Nenhuma instituição pode ser melhor do que o país em que ela se encontra. Achar que uma instituição pode ir bem num país que não vai bem, não está certo. Tenho certeza que os acionistas saberão reconhecer que Itaú está assumindo sua responsabilidade como cidadão corporativo", afirmou. 

O presidente do Itaú também respondeu a críticas de que a doação, embora expressiva, represente uma fração de 3,5% do lucro do banco no ano passado, de R$ 28,4 bilhões.

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"Precisamos nos habituar a lidar com crítica sempre. Podemos sempre discutir o percentual. Mas essa é a maior doação privada já feita no Brasil para uma causa específica. E é muito importante ressaltar que não basta ter dinheiro só, é importante conseguir alocá-lo. E essa é a grande contribuição que será dada com a formação desse grupo de especialistas", completou.

No anúncio do fundo em um evento para a imprensa nesta manhã, Dráuzio Varella , ressaltou que a iniciativa poderá ajudar a detectar os pontos de dificuldade no atendimento.

"Não é questão de dinheiro só, tem que saber para onde destinar os recursos", disse Varella, lembrando da dificuldade de lidar com uma pandemia em um país com o alto nível de desigualdade sócio-econômica.

"Estamos vendo o preço alto de viver na desigualdade. Não podemos ter tanta gente pobre em um país e que em que em dois ou três dias de isolamento as pessoas começam a passar fome", completou o médico. 

O time de gestores que ficará responsável pela alocação de recursos do fundo Todos pela Saúde conta também com Maurício Ceschin , ex-diretor presidente da Agência Nacional de Saúde (ANS). Eugênio Vilaça Mendes, Consultor do Conselho dos Secretários de Saúde (CONASS), Gonzalo Vecina Neto , ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e Pedro Barbosa , diretor-presidente do Instituto de Biologia Molecular do Paraná, ligado à Fiocruz. Todos trabalharão de forma voluntária.

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