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Kristalina Georgieva em discurso nesta quinta-feira

Em discurso transmitido durante a coletiva de imprensa da Organização Mundial de Saúde sobre a crise do coronavírus, a diretora chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva , alertou sobre a gravidade da crise financeira que o mundo já enfrenta com a pandemia. “Nunca chegamos ao ponto de ver a economia parar dessa forma”, afirmou. 

Georgieva ainda comparou o momento com a crise financeira que atingiu o mundo em 2008, explicando que “uma recessão é bem pior do que a crise que já chegamos a conhecer”. Segundo a diretora, existe 1 trilhão dólares disponíveis para fundo emergencial , valor que ainda pode ser expandido. Apesar disso, 93 países já pediram ajuda e enfrentam sérios problemas com a falta de recursos. “Nunca vimos uma demanda crescente tão grande”, pontuou. 

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De acordo com ela, os financiamentos devem ser utilizados principalmente em medidas de saúde. “Os fundos de emergência devem ser utilizado para a manutenção dos hospitais, para a construção de hospitais de campanha. Para a manutenção de empresas e profissionais de saúde. Precisamos cuidar dos nosso cidadãos”, afirmou. 

“A OMS está aqui para proteger a saúde das pessoas. O FMI está aí para proteger a economia mundial. Apenas juntos podemos comprir nossas missões: salvar vidas e proteger a economia doméstica. Para isso, devemos andar de mãos dadas”, disse.

Na mesma linha, Georgieva chamou atenção para a vulnerabilidade dos países em desenvolvimento e cobrou atenção dos líderes para esses lugares, especialmente para credores dos países mais vulneráveis. “O meu apelo é principalmente para os países da África. Para que os credores garantam o espaço de que eles tanto precisam e mudem o foco de suas prioridades. Nós pedimos que o prazo das dívidas seja estendido por pelo menos um ano”, reforça. 

Apesar das soluções, a diretora voltou a falar, em seu discurso, sobre a gravidade do cenário. “Das situações que vi em toda a minha vida, eu posso afirmar que este é o momento mais escuro e sombrio da humanidade. É uma grande ameaça para o mundo inteiro e precisamos estar juntos e protegendo os países mais vulneráveis ”, afirmou. 

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