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Dólar segue em alta, operando acima de R$ 5

O dólar comercial segue acima da barreira dos R$ 5 após recorde desta segunda-feira (16), mesmo com nova intervenção do Banco Central (BC), para conter um pouco as distorções na cotação da divisa norte-americana. No mercado acionário, por outro lado, o Ibovespa (índice de referência da Bolsa de São Paulo) subia 0,78% às 10h51, aos 71.719 pontos. Mais cedo, a alta chegou a superar os 3%.

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O BC fez um leilão de linha às 9h30m, injetando US$ 2 bilhões no mercado brasileiro, o que fez o dólar cair na abertura. A medida aconteceu após o dólar ter fechado no maior patamar desde a implementação do Plano Real, na última segunda-feira, a R$ 5,000. Às 10h53 desta terça, contudo, a moeda valia R$ 5,038, com alta de 0,77%.

O mercado também repercute o pacote de mais de R$ 147 bilhões anunciado pelo governo federal para combater os efeitos da pandemia do novo coronavírus na economia brasileira. Em entrevista na noite da segunda, o ministro da Economia Paulo Guedes disse que esse é o primeiro conjunto de medidas adotadas pelo governo, e acrescentou que outras iniciativas poderão ser adotadas.

"O governo está fazendo o que pode. O pacote é, basicamente, a antecipação de alguns gastos que seriam feitos até o fim do ano e a postergação de recolhimento de alguns impostos", avalia Alberto Ramos, economista-chefe para América Latina do Goldman Sachs. "Acho perigoso mexer no teto de gastos, mas o mundo todo está passando por uma emergência. Caso o teto seja flexibilizado, é preciso ter cuidado que não seja feita uma expansão populista dos gastos", completa.

Mesmo com a reação do governo, o economista avalia que a economia brasileira tende a ter crescimento em linha a zero neste ano: "Qualquer percentual que vier acima de zero já será sorte, dada a gravidade da situação do país e do mundo. As commodities em baixa, o distanciamento social das quarentenas, tudo isso impacta na atividade econômica. A expectativa é que a economia comece a melhorar no terceiro trimestre, com alguma retomada ou crescimento no quarto", diz.

Na Europa, as instituições financeiras captaram 109 bilhões de euros (US$ 120 bilhões) do Banco Central Europeu na primeira parcela do financiamento provisório destinado a impedir que os mercados monetários se recuperassem durante a pandemia de coronavírus.

O dinheiro faz parte de um pacote de medidas que o BCE divulgou na semana passada que também incluiu um aumento na compra de títulos e termos mais favoráveis para seu programa de empréstimos de longo prazo a partir de junho.

Ainda no continente europeu, os principais índices acionários operam em queda, mas com perdas muito menores do que as observadas na véspera. A Bolsa de Paris (CAC) cai 1,31%. O presidente Emmanuel Macron decretou a interdição de qualquer deslocamento no país diante da disseminação da Covid-19. Em Londres (FTSE 100) e Frankfurt (DAX), as perdas são de, respectivamente, 1,67% e 1,63%

A Bolsa de Madri (Ibex 35), que foi quem mais perdeu na segunda por conta da quarentena geral na Espanha, inverte a tendência e sobe 1,01% nesta sessão.

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Na Ásia, o fechamento foi misto. O índice Nikkei (Japão) subiu 0,06%. Já o CSI300 (que reúne as principais companhias listadas em Xangai e Shenzen) recuou 0,49%.

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