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Em meio ao coronavírus, Para apoiar a economia, Pequim decidiu na sexta-feira injetar o equivalente a US$ 78,7 bilhões

Na economia, os primeiros dois meses do ano da China não estão sendo nada fáceis. A produção industrial caiu 13,5% em ritmo anual, contra uma alta de 6,9% em dezembro. Esta foi primeira contração desde janeiro de 1990 (-21,1%), segundo a economista do ING Iris Pang.

As vendas no varejo, que refletem o consumo, recuaram 20,5% na comparação com os dois primeiros meses de 2019, anunciou o Escritório Nacional de Estatísticas (BNS).

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"A epidemia do novo coronavírus reduziu a atividade econômica nos dois primeiros meses do ano", quando dezenas de milhões de chineses estavam retidos em casa, admitiu o BNS. "Mas em geral, as consequências a curto prazo são administráveis", completa o comunicado divulgado pelo organismo.

Estes resultados são ainda piores que as previsões dos analistas consultados pela agência financeira Bloomberg, que projetavam uma contração de 3% da produção industrial e de 4% das vendas no varejo.

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A economia chinesa ficou praticamente paralisada em fevereiro pelas medidas adotadas pelo governo. A taxa de desemprego, medida na China apenas em áreas urbanas, aumentou um ponto em fevereiro, a 6,2%, segundo o BNS. No conjunto de 2019, o índice foi de 3,8%.

Para apoiar a economia, Pequim decidiu na sexta-feira injetar o equivalente a US$ 78,7 bilhões. O Banco Central chinês anunciou nesta segunda-feira a redução do coeficiente de reservas obrigatórias dos bancos em uma proporção de entre 0,5% e 1%.

Com a decisão, o governo espera estimular os bancos comerciais a emprestar mais dinheiro às pequenas e médias empresas - as mais dinâmicas em termos de emprego, mas também as mais frágeis - para apoiar a economia real.

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