Brasil Econômico

Uma pesquisa divulgada, nesta quinta-feira (12), pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas ( CNDL ) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito ( SPC Brasil ), em convênio com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas ( Sebrae ), com pessoas que estão sem trabalho, revela que os desempregados brasileiros já estão há um ano e três meses, em média, sem ocupação formal.

Homem que investiu R$ 1 milhão em pirâmide diz que Ronaldinho passava segurança

O levantamento ainda mostra que 51% dos entrevistados estariam dispostos a receber menos que a remuneração do último emprego, sobretudo por que precisam voltar ao mercado de trabalho (19%). Outros 18% argumentam que o que importa neste momento é arranjar um emprego para pagar as despesas, enquanto 13% afirmam ser mais fácil procurar oportunidades melhores quando se está empregado.

carteira de trabalho
shutterstock
carteira de trabalho


De acordo com o presidente da CNDL , José César da Costa : "“O desemprego muitas vezes obriga as pessoas a buscarem alternativas para constituir renda. O aumento da informalidade também está relacionado à chamada ‘ gig economy ’, ou ‘ economia dos bicos ’ – aquela que diz respeito aos motoristas e entregadores de aplicativos, por exemplo. As plataformas digitais facilitam a contratação de pessoas e oferecem oportunidade de geração de renda para milhões de desempregados. Por outro lado, esses trabalhadores não têm direitos assegurados e ou vínculo empregatício”.

Somente 15% dos desempregados possuem reserva financeira para se manter até conseguirem um emprego, ao passo em que 76% não possuem. Dentre os ainda têm alguma quantia guardada, 59% possuem dinheiro na poupança ou outro investimento, 33% mencionam o FGTS e 21% outras fontes. Com o dinheiro, 18% conseguiriam pagar todas as despesas e contas essenciais pelos próximos três meses, outros 18% pelos próximos seis meses, 11% apenas até o próximo mês e outros 11% durante um ano.

48% foram chamados para entrevistas de emprego

A pesquisa revela que 48% dos entrevistados foram chamados para entrevistas de emprego, sendo que a maioria foi chamada para poucas (43%) e somente 5% para um volume grande de entrevistas. Por outro lado, outros 52% não têm sido chamados para entrevistas.

Para o presidente da CNDL , o problema do desemprego deve ser abordado com políticas públicas capazes de contribuir para a qualificação profissional. “O desemprego não ocorre apenas pela falta de oportunidades e pela economia adversa. As empresas costumam ter muita dificuldade em encontrar pessoas capazes de preencher vagas que exijam conhecimento técnico e especializado. Nesse sentido, os governos e a iniciativa privada devem fazer uma análise setorial para investir em cursos preparatórios atualizados, e que estejam em sintonia com as novas necessidades do universo profissional. Além disto, é preciso que o trabalhador seja proativo ao lidar com o problema do desemprego, aproveitando o tempo livre para analisar e reavaliar as próprias competências. Embora algumas pessoas não disponham de recursos financeiros para investir em cursos, lembramos que a internet está repleta de oportunidades gratuitas e com fontes confiáveis de aprendizado”, completa Costa.

Após quase cair 20%, Ibovespa ameniza queda e recua 14% com anúncio do Fed

O levantamento mostra que o desemprego vem afetando, em grande medida, as camadas mais vulneráveis da população: seis em cada dez desempregados são mulheres (61%), enquanto 39% são homens. A média de idade é de 33 anos, sendo que a maior parte corresponde aos jovens de 18 a 24 anos (34%) e à faixa etária de 25 a 34 anos (24%).

Em relação à escolaridade , 59% possuem entre o ensino médio completo e ensino superior incompleto , ao passo em que 31% têm o 2º grau incompleto e 10% o ensino superior completo . Apenas 8% falam outro idioma. Tendo em vista o estado civil , 55% são solteiros e 26% correspondem aos casados; pouco mais da metade dos entrevistados possui filhos (52%).

    Veja Também

      Mostrar mais